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De acordo com o colunista do Metrópoles, Guilherme Amado, a pressão dos familiares do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), foi fundamental para o convencê-lo a fechar uma delação com a Polícia Federal (PF). Segundo Amado, um dos que desejavam que a delação ocorresse logo era seu pai, o general da reserva Mauro Cesar Lorena Cid, também investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação na venda de joias nos Estados Unidos.

O Metrópoles ainda aponta que a esposa do ex-ajudante de ordens, Gabriela Cid, envolvida na falsificação do registro de vacina pela qual Cid foi preso, também queria acelerar a delação. O criminalista Bernardo Fenelon também defendia a delação como um caminho enquanto foi advogado do militar, mas Cid resistia.

Durante meses, Cid sustentou que não seria “X9”, ou seja, que não trairia o ex-presidente da República, e que sua experiência na área de Operações Especiais do Exército o havia preparado para resistir à pressão. Quando o atual advogado, Cezar Bittencourt, assumiu a defesa, no meio de agosto, e ouviu dele o mesmo diagnóstico a favor da delação feito pelo anterior, decidiu seguir em frente. Bahia.Ba