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O secretário nacional da Segurança Pública, Tadeu Alencar (PSB), afirmou nesta última quinta-feira (28) que o crescimento da violência na Bahia é decorrente da expansão do crime organizado em todo o Brasil. Segundo ele, o governo estadual não seria o maior responsável pelo avanço das facções no estado.

“Eu acho que o problema da Bahia é um problema do Brasil, porque parte do problema da Bahia é em decorrência da expansão da ação criminosa das facções. Não é por causa da inoperância de governos, isso ou aquilo. São problemas estruturais da criminalidade violenta do Brasil, que ora aparece na Bahia, ora aparece no Rio de Janeiro e pode aparecer em outros estados”, afirmou o secretário, em entrevista ao portal Metrópoles. Alencar fez elogios à gestão do secretário estadual de Segurança Pública na Bahia, Marcelo Werner, com quem ele estaria mantendo uma conversa constante acerca da violência no estado.

“Nós temos confiança na ação do governo [da Bahia], do secretário Marcelo Werner. Eu tenho tido com ele um diálogo permanente. Eles têm se dedicado a esse enfrentamento e esse enfrentamento gera reação. Então, toda vez que a polícia aperta os controles, a estrutura, a sua atuação, a criminalidade responde com violência”, avaliou. Questionado sobre os dados sobre a violência policial, Tadeu Alencar preferiu contemporizar e pediu para que a Polícia Militar da Bahia não fosse “demonizada”.

“Nós não incorremos nesse debate de cara ou coroa, que se divide entre os defensores dos direitos humanos e aqueles que defendem um rigor maior da ação policial”, disse. “Temos que ter muito equilíbrio para não demonizar de maneira genérica a ação da Polícia e, ao mesmo tempo, saber que é uma atividade que deve ser controlada e estar permanentemente sob supervisão”, complementou Alencar.

O representante do governo federal reconheceu que há um avanço do crime organizado na Bahia e avaliou ser a reação dos criminosos à atuação da Polícia um dos motivos que provocam um maior número de mortes. “Na Bahia, se vê, lamentavelmente, uma expansão da criminalidade organizada de maneira muito robusta, o que muitas vezes gera uma atuação mais forte da polícia e isso alimenta uma cadeia de aumento da violência, porque a criminalidade reage e essas situações muitas vezes também provocam o aumento da letalidade, o que não quer dizer necessariamente que haja uma diretriz voltada a isso”, concluiu. BNews