Em Vera Cruz, a comunidade educacional se levanta em um clamor por justiça e reconhecimento. Professores do município reuniram-se em frente à prefeitura na manhã deste terça-feira (2), para protestar contra uma série de injustiças que vêm enfrentando há anos sob a gestão atual. Com denúncias de desrespeito ao plano de carreira, à tabela salarial e ao piso nacional, a categoria exige mudanças imediatas.

Segundo relatos dos educadores, há uma discrepância significativa nos salários, onde cada professor, dependendo do nível e do tempo de serviço, enfrenta uma realidade salarial distinta e injusta. “São 4 anos sofrendo. Ele não cumpre o piso, não cumpre o plano de carreira ”, lamenta um dos professores presentes. A situação é agravada pelo fato de que o prefeito “paga a quem quer, ao gosto que ele quer”, ignorando as leis e diretrizes que deveriam garantir a equidade e justiça na remuneração dos profissionais da educação.

A manifestação ganhou força após uma assembleia onde foi decidida a ação diante da prefeitura de Vera Cruz. Os professores, no entanto, encontraram portas fechadas também na Câmara dos Vereadores, reforçando a sensação de abandono e desamparo. “Infelizmente, os vereadores mais uma vez não foram trabalhar. A Câmara estava fechada”, relata um dos manifestantes, evidenciando a falta de diálogo e apoio político.

Além da luta pelo ajuste salarial e o pagamento do piso nacional, que não é cumprido desde 2021, os professores também chamam atenção para a insegurança e a violência nas escolas, demonstrando a urgência de medidas protetivas para os funcionários e alunos. A situação se torna ainda mais crítica com a promessa não cumprida de reajuste salarial de 9% para outros funcionários do setor educacional.

A categoria, majoritariamente feminina, destaca ainda a falta de respeito e atenção do governo municipal às suas demandas. “Absurdo isso aí, viu? Absurdo. Total”, expressa um professor, evidenciando o descontentamento geral.

Diante da grave situação, os educadores de Vera Cruz buscam o apoio da imprensa e de organizações como o Instituto ONU, esperando que a visibilidade traga a pressão necessária para uma mudança. Com a educação como pilar fundamental da sociedade, os professores de Vera Cruz clamam por respeito, valorização e condições dignas de trabalho. A luta continua, enquanto a cidade observa e espera por uma resolução que honre os direitos dos que dedicam suas vidas à formação das futuras gerações.

Maria Nubia Alves da Silva é professora há 38 anos de serviço. Fez 60 anos em novembro. E em 2019 fez pedido ao INSS da aposentadoria. Foi negado, no mesmo ano entrou com recurso. Só em junho do ano passado veio a resposta negando outra vez. A professora Taiane disse que estava na prefeitura e na câmara. Nem a chefe de gabinete e o prefeito compareceram à prefeitura. Essa é uma luta de vários anos e o prefeito não paga periculosidade. O prefeito não atende a categoria, diz a professora que relata outros problemas.