A executiva nacional do PSOL, partido de Marielle Franco, se manifestou após a morte do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, ligado ao grupo miliciano “Escritório do Crime”. Por meio de nota pública, divulgada neste domingo, 9, a legenda informou que vai cobrar esclarecimentos da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) sobre as circunstâncias do auto de resistência.

“A Executiva Nacional do PSOL exige esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano e, através de sua Executiva Nacional, de sua direção regional Bahia e parlamentares, solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele estado para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson. Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade”, diz o texto.

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) publicou nas redes sociais: “Miliciano Adriano da Nóbrega chefiava o Escritório do Crime, responsável pelo fuzilamento de Marielle Franco e Anderson Gomes,  tinha mãe e mulher comissionadas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Exigimos apuração de sua morte”.

Viúva questiona

Viúva de Marielle, a arquiteta Mônica Benício usou o Twitter para também questionar a motivação da morte do foragido: “Quem ganha com a morte do ex-Bope Adriano Nóbrega?”. 

De acordo com a SSP-BA, o ex-policial militar vinha sendo monitorado e foi localizado nesta manhã na zona rural de Esplanada. “No momento do cumprimento do mandado de prisão ele resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido. Ele chegou a ser socorrido para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Com o foragido foi encontrada uma pistola austríaca calibre 9mm”, informou a pasta, em nota divulgada pela assessoria.