Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou nesta quarta-feira (3) Leonardo Grandini, pré-candidato a vereador de São Paulo pelo PSol, por ter chamado a deputada federal Carla Zambelli de “criminosa”. Grandini terá de pagar R$ 5 mil por danos morais à bolsonarista por declarações dadas quando era comentarista da rádio Jovem Pan em 2022. A informação é da coluna de Guilherme Amado no Metrópoles.

Em novembro de 2022, Grandini chamou a parlamentar de “criminosa” durante um programa da Jovem Pan. A parlamentar havia perseguido um homem apoiador de Lula enquanto segurava uma arma no mês anterior, em São Paulo. “Agora quem saca arma no meio da rua e persegue uma pessoa não é criminoso? Quem foge do Brasil depois de incitar golpe de Estado não é criminoso?”, disse o comentarista, acrescenta a coluna de Amado.

A deputada federal pediu à Justiça que Grandini a indenizasse em R$ 20 mil por danos morais e se retratasse publicamente. Sobre a perseguição armada, embora Zambelli seja ré por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com arma de fogo, a defesa dela alegou que o homem perseguido havia ignorado uma ordem de prisão. Zambelli também disse que saiu do país após a vitória de Lula para uma missão oficial da Câmara, pontua o Metrópoles.

Ainda de acordo com a coluna de Guilherme Amado, o psolista foi condenado a pagar R$ 5 mil em danos morais em maio do ano passado. Nesta quarta-feira (3), a decisão foi mantida por unanimidade na Terceira Turma Recursal do TJDFT. Votaram os juízes Marco Antonio do Amaral, relator do caso, Margareth Cristina Becker, e Edi Maria Coutinho. A perseguição armada feita por Zambelli em 2022 é alvo de um processo no STF, onde a deputada é ré. A Procuradoria-Geral da República pediu que a bolsonarista seja condenada em R$ 100 mil por danos morais coletivos, além de perder definitivamente o porte de arma.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que Zambelli só não foi presa em flagrante por causa do foro privilegiado de parlamentar. Na última terça-feira (2), Zambelli voltou a ser acionada na Justiça, agora por injúria racial. A bolsonarista chamou a deputada petista Benedita da Silva, que é negra, de “Chica da Silva”, uma mulher que foi escravizada no século XVIII, complementa o Metrópoles.