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A previsão é de seja entregue em 30 dias o resultado da necropsia feita no corpo da criança de 4 anos, que morreu após ser esquecida pelo pai dentro de um carro, em Alagoinhas, a 110 km de Salvador. O corpo da menina foi sepultado na quinta-feira (7), sob forte comoção de amigos e familiares.

Segundo a Polícia Civil, o pai colocou a menina no veículo na quarta-feira (6). A garota estava dormindo e como ele não estava acostumado a levá-la para a escola, esqueceu de deixar a filha na instituição de ensino e foi para o trabalho.

Os familiares e amigos se despediram da menina por volta das 15h, no Osab Memorial Parque, que fica localizado às margens da BR-110. Horas antes do sepultamento, o corpo de Izzi Gil de Oliveira foi velado no Lar Franciscano.

O sepultamento foi marcado por muita emoção e as pessoas que estavam presentes prestaram as últimas homenagens à criança. Ainda na quinta, o médico socorrista que atendeu a ocorrência contou que a menina apresentava rigidez na mandíbula e tinha sinais de que havia morrido cerca de duas ou três horas antes.

“Infelizmente, quando chegamos ao local, não havia mais o que ser feito. A gente se deparou com a cena triste”, disse Abraão Melo. O socorrista indicou ainda que, ao chegar no local, encontrou a mãe da criança, que tinha retirado a menina de dentro do carro.

Conforme apurado com a Polícia Militar, o pai saiu com a menina por volta de 13h30. Às 15h, começaram a sentir falta da criança porque a mãe ligou para a escola — a mulher queria saber como a filha estava, pois a criança havia apresentado sintomas gripais nos últimos dias.

Ela então foi avisada que a filha não tinha sido deixada pelo pai. Em seguida, ligou para o marido, que saiu do trabalho correndo em direção ao carro, mas a menina estava desacordada. O médico socorrista Abraão Mendes informou que não há um tempo estabelecido para que uma pessoa sobreviva dentro de um carro fechado, com o motor desligado.

“É difícil falar em tempo, mas, no ambiente em que a criança se encontrava, acreditamos que é muito rápido. Talvez uns 20, 30 minutos para a criança ficar desacordada, e talvez menos de uma hora para ir a óbito”, explicou. “É um ambiente muito quente. A temperatura é incompatível com a vida, com certeza o clima fez toda diferença”, apontou. G1