alba

Pré-candidato do PT à Prefeitura de Salvador, o deputado estadual Robinson Almeida disse na terça-feira (26) a este Política Livre que o ex-prefeito ACM Neto (União) e o sucessor Bruno Reis (União) têm trauma de enfrentar um adversário petista no pleito do ano que vem na capital. Em café da manhã hoje com jornalistas, Neto afirmou que seria um sinal de fraqueza se o postulante da base do governador Jerônimo Rodrigues ao Palácio Thomé de Souza não for do PT, caso o escolhido seja o vice-governador e emedebista Geraldo Júnior.

“Bruno e Neto têm trauma do 13 porque a derrota do ano passado ainda não foi digerida por eles. E ter que enfrentar o 13 novamente deve causar algum temor neles. Mas o candidato que for escolhido, seja ou não do PT, vai entrar na disputa em condições de tirar Salvador do isolamento institucional em que a cidade se encontra porque o grupo que comanda hoje a capital faz questão de que seja assim, com uma oposição raivosa ao governador e ao presidente Lula. Conosco, haverá um clima de harmonia maior”, disse Robinson.

O deputado declarou ainda que ACM Neto tem “errado muito nos prognósticos”. “Ele afirmava, ano passado, que venceria de Jerônimo no primeiro turno. Recentemente, afirmou aos aliados que o candidato da base do governo seria o presidente da Conder (José Trindade, do PSB). Eu acho que ele está com excesso de tempo ocioso para fazer tantas especulações sobre a realidade política e com tão baixa assertividade”.

Robinson disse que a definição de quem será o candidato da base do governador em Salvador acontece até o dia 31 de outubro. Ele frisou que os partidos seguem conversando sobre o pleito na capital e nas maiores cidades do interior, conforme orientou Jerônimo na reunião do conselho político que aconteceu no início deste mês para tratar das eleições.

“Estamos aguardando a liderança do governador para concluir esse processo político porque buscamos a unidade da base em Salvador e nas principais cidades onde tivermos candidatos da oposição. Se eu for o escolhido, tenho consciência da minha responsabilidade para mudar a realidade em que a cidade se encontra, perdendo o protagonismo na região Nordeste para Fortaleza (CE) e com problemas sérios em áreas como saúde, educação e transporte”, frisou.

Questionado sobre a presença dele e de Geraldo Júnior ao lado do senador Jaques Wagner num encontro da Esquerda Popular Socialista do PT, no final de semana, Robinson brincou que, na foto, apareceu do lado esquerdo do líder petista.

“Eu falei lado esquerdo do ponto de vista ideológico e não necessariamente sentimental, numa referência ao fato de eu ser do PT, o mesmo partido do senador, do governador e do presidente Lula”, brincou. Política Livre