Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O Bahia bateu o Vitória de virada, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, e garantiu classificação em primeiro lugar na Copa do Nordeste. Na Arena Fonte Nova, o Tricolor viu Alerrandro abrir o placar logo aos oito minutos, mas teve forças para reagir e virar ainda no primeiro tempo com Jean Lucas e Kanu. A situação do Bahia melhorou aos 20 minutos da etapa final, quando Mateus Gonçalves foi expulso. Ainda assim, o Tricolor não conseguiu ampliar o placar e viu o maior rival ser perigoso.

Na avaliação de Rogério Ceni, o Tricolor teve controle da partida, mas viveu o seu pior momento nos minutos finais do confronto. O treinador também contou que não tinha Everton Ribeiro e Cauly em plena forma física para a partida.

– Minha opinião é que o Bahia só perdeu o controle do jogo quando cansou no final. Mesmo em 11 contra 10 a gente deixou a desejar nesse sentido. Nós, até no último jogo também, tivemos mais a posse. Nós tivemos situações difíceis essa semana. O Cauly não treinou, Everton treinou 10 minutos ontem. Trouxe apreensão até para nós. Agradecer o esforço que eles tiveram, até bastante debilitados – avaliou.

– O pior momento nosso no jogo foi o 11 contra 10. Nós perdemos o que temos de melhor, que é controlar o jogo. Concordo que se tivessem mais uma ou duas substituições, as coisas teriam acalmado. É difícil substituir Everton e Cauly. Eles geram um tipo de jogo que é difícil encontrar um jogador dentro do grupo – completa. Ceni também viu infelicidade de Rezende no gol sofrido pelo Bahia, logo aos oito minutos de jogo.

– Eu vou ser sincero: foi uma fatalidade, bola longa e completamente controlada. Nesse tempo que o Rezende escorrega, ele perde a bola. Sei que é ruim. Aí é o imponderável. Temos que estar sempre ligados. Vai chegar um dia que a gente vai remar e não vai conseguir virar.

Rogério Ceni agora direciona as atenções para o jogo deste domingo, contra o Maranhão, novamente pela Copa do Nordeste. Com o trunfo no Ba-Vi, o Tricolor chegou a uma invencibilidade de nove partidas.

– Fico feliz de estar sempre vencendo aqui. O incentivo do torcedor é um combustível. Vejo uma excelente campanha dentro de casa. Não são competições iguais ao Brasileiro, mas é importante estar vencendo. São 14 jogos que a gente sai vencedor. Acostumar a vencer é um marco importante. Essa imposição é ajudada pela presença do nosso torcedor. Globoesporte