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Os números de violência em Salvador cresceram no último mês de 2023. Foram registrados 144 tiroteios, que culminaram na morte de 117 pessoas e deixaram outras 27 feridas durante dezembro, na capital baiana. Os dados são do relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado. Os índices do relatório apontam que do total de tiroteios contabilizados, 66 deles ocorreram durante ações e operações policiais; três ocorreram em meio a disputas entre grupos armados e 12 em meio a perseguições.

Em comparação com dezembro de 2022, dezembro de 2023 teve um aumento de 31% no número de tiroteios. Em dezembro de 2022 foram contabilizados 110 tiroteios em toda Salvador e região metropolitana. Em relação a novembro de 2023, quando foram registrados 141 tiroteios, o número apresentou um aumento de 2%. Entre os 117 mortos, 110 eram homens e sete eram mulheres. Entre os 27 feridos, 23 eram homens e quatro eram mulheres.

Considerando a faixa etária das vítimas, três adolescentes foram mortos. 114 adultos foram mortos e 27 ficaram feridos. Além disso, 63 pessoas negras foram baleadas, duas brancas, e do total de atingidos (144), 79 não tiveram recortes raciais identificados. Em novembro, 57 pessoas negras foram baleadas, três brancas e 84 pessoas não tiveram recortes raciais identificados.

Nove pessoas foram baleadas dentro de residências, destas, seis morreram e três ficaram feridas. Três pessoas foram mortas em barbearias. Sete pessoas foram baleadas dentro de automóveis, seis morreram e uma ficou ferida. Em dezembro, quatro agentes de segurança foram baleados e sobreviveram. Um motoboy e dois mototaxistas foram mortos.

Duas pessoas foram feridas por bala perdida. No mês anterior, duas pessoas também foram feridas por bala perdida. Nove pessoas foram mortas em chacinas. No mês anterior, foi registrada a morte de 12 pessoas em chacinas. Três tiroteios ocorreram em meio a disputas, uma pessoa foi morta e outra ficou ferida. No mês anterior foram registrados sete tiroteios em meio a disputas, onde quatro pessoas foram mortas e três ficaram feridas. Correio da Bahia