EC Bahia

No Bahia desde 2016 e em sua segunda passagem pelo clube, o zagueiro Lucas Fonseca vai completar, quando entrar em campo nesta quinta-feira, contra o Melgar, pela Copa Sul-Americana, 300 jogos pelo Tricolor. São 296 partidas oficiais e quatro amistosos.
Pelo Bahia, Lucas Fonseca tem quatro títulos do Campeonato Baiano (2014, 2018, 2019 e 2020), além de uma Copa do Nordeste, conquistada em 2017.

Jogador do atual elenco com mais partidas pelo clube, Lucas não se apega aos números. “Número de jogos nunca foi parâmetro para mim. Minha meta sempre será buscar evolução como atleta para atingir um nível ideal de performance” – disse ao ge. Sobre momentos marcantes pelo Bahia, ele não coloca jogos ou conquistas pelo clube.

– Não vou citar momentos, jogos ou conquistas específicas, mas de uma maneira geral, o que mais me marca é a complexidade do futebol que muda constantemente. Problemas surgem a todos momentos e o que define um profissional é se ele foi ou é capaz ou não de resolver problemas, e mais gabaritado ainda é aquele que prevê o problema antes dele ocorrer e já o não deixa acontecer. Então o que me marca é a constate mudança do futebol, que exige evolução, adaptações e soluções, sem espaço para acomodação e amadorismo – diz.

Em 2020, o zagueiro iniciou mais uma temporada como titular, caiu de rendimento e chegou a perder a posição. Nos últimos jogos, reconquistou o posto no time. “Ninguém tem cadeira cativa ou seja insubstituível. Oscilações acontecem, e o importante é manter uma regularidade. Hoje em dia, a competitividade é tão alta que se exige muito mais que apenas regularidade. Como sempre enfatizo, buscar a evolução sempre e ter um mental forte para resolver problemas, e não causar”.

Lucas tem contrato com o Bahia até o final da temporada. Questionado se iniciou conversas por renovação, ele desconversou. “Atleta profissional de alto nível tem que ter como uma de suas principais metas evoluir sempre. A consequência disso, sua performance, irá definir seu futuro”. Sobre aposentadoria, aos 35 anos, o zagueiro pontuou o trabalho com tem com o corpo e deixou claro que ainda tem “lenha para queimar”.

– Em nenhum momento eu penso em encerrar a carreira, pois me cuido e sempre participo de tudo normalmente. No momento em que não tiver mais condições de manter a intensidade ideal de treino e jogo que são requisitadas, aí sim pensarei em encerrar. Por enquanto sigo estimulando corpo e mente a evoluir sempre como atleta profissional. A partida contra os peruanos está marcada para esta quinta-feira, às 21h30, no Estádio Nacional de Lima. (Globoesporte)