EC Vitória

O empate em 2×2 com o Sampaio Corrêa no Barradão, terça-feira, foi péssimo para os planos do Vitória, que entrou na zona de rebaixamento da Série B. O rubro-negro foi superado na tabela pelo Remo, que ganhou do Brusque na noite de quarta, por 2×1, em Belém. Dessa forma, o Vitória fechou a 11ª rodada em 17º lugar, com nove pontos. A distância para o lanterna é de dois pontos, e a diferença para o G4 é de 10.

Como se não bastasse, o time vive seu pior jejum na atual temporada, contando todas as competições disputadas. Com o 2×2 em casa, completou seis jogos sem vencer na segunda divisão. A sequência inclui três derrotas (para Coritiba, Londrina e Botafogo) e três empates (Goiás, Confiança e Sampaio Corrêa), nesta ordem.

Até então, o máximo que o Vitória tinha ficado sem ganhar havia sido por cinco partidas, em dois momentos diferentes. Primeiro, somou cinco empates consecutivos entre Campeonato Baiano e Copa do Nordeste, em março.

Depois, o Leão voltou a sofrer com uma sequência assim entre o início de maio e de junho, dessa vez incluindo o Baianão, Copa do Brasil e Série B. Foram três derrotas e dois empates na época. Nas duas ocasiões, o alívio veio no sexto duelo. Não dessa vez.

O resultado com o Sampaio Corrêa se torna ainda mais amargo pela forma que se desenhou. O rubro-negro abriu 2×0 no primeiro tempo. Parecia que a vitória, de fato, chegaria. Mas, no segundo tempo, a equipe não converteu as chances em gol e manteve o adversário vivo. Ciel converteu uma penalidade e, já nos acréscimos, marcou de falta, decretando o empate no Barradão.

Nesses seis jogos sem vencer, o Vitória somou apenas três pontos de 18 possíveis, um aproveitamento de 16,7%. “Os culpados somos nós aqui, que entramos dentro de campo. Eu e toda a equipe; os que participaram, os que estão fora. A gente tem que matar o jogo, ou vai ficar difícil. Senão vamos ficar falando, falando, falando… E o tempo está passando”, comentou o meia Fernando Neto na saída de campo, logo após o empate com o Sampaio Corrêa.

O técnico Ramon Menezes, que chegou ao clube no início de junho, já admite preocupação. “O que mais me preocupa é a falta do resultado. De somar pontos, de sair da parte de baixo da tabela. Embora a gente esteja jogando um futebol que venha a convencer, não está tendo a condição de resultar isso em gols, em vitórias”.

Má fase não é de hoje 
De 2019 para cá, esta é a quarta vez que o Leão fica seis partidas sem ganhar na Série B. Na primeira temporada após o último rebaixamento, a seca durou sete jogos, entre a 3ª e a 9ª rodadas. No período, acumulou um empate e seis derrotas.

No ano seguinte, em 2020, a longa sequência negativa ocorreu duas vezes. O Vitória ficou nove jogos, entre as rodadas 12 e 20, sem qualquer triunfo (com quatro empates e cinco derrotas). Depois, mais seis, da 30ª até a 35ª rodada, com três empates e três derrotas.

Em termos gerais, levando em conta todas as competições, a maior seca aconteceu em 2019: foram incríveis 13 jogos sem ganhar, em um período que levou quase três meses. Na época, somou sete empates e seis derrotas, entre Campeonato Baiano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série B.

Na esperança de acabar com o jejum, o Vitória volta a campo sábado (17), quando enfrenta o Brasil de Pelotas, às 11h, no estádio Bento Freitas, no interior gaúcho. O adversário também está no Z4, em 19º lugar, com oito pontos. (Correio da Bahia)