Situação das chuvas no Estado e alinhar ações emergenciais. Foto: Mauricio Tonetto / Secom

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MBD), divulgaram em uma live nas redes sociais durante a manhã desta sexta-feira (3) que a perspectiva do poder público é de que o cenário de tragédia ambiental se agrave no estado.

“Serão dias difíceis. Pedimos que as pessoas saiam de casa. O nosso objetivo é salvar vidas. Coisas serão perdidas, mas devemos preservar vidas. Nossa prioridade é resgatar as pessoas. Em relação ao restante, nós daremos um jeito posteriormente”, afirmou Leite.

Os temporais que atingem o estado desde segunda-feira (29) já deixaram, 37 mortos, 74 desaparecidos e 74 feridos. A Defesa Civil soma 31.547 pessoas fora de casa, sendo 7.949 pessoas em abrigos e 23.598 desalojados (na casa de familiares ou amigos). Ao todo, 235 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 351.639 mil pessoas.

Em Porto Alegre, no Guaíba, o nível da água já passou dos 4,5 metros e avançou sobre ruas e avenidas, provocando alagamentos em trechos da Orla, na Zona Sul, bem como das avenidas Mauá e Conceição, no acesso a Capital. A estação rodoviária de Porto Alegre está alagada, o que suspendeu 95% da viagens.

“A situação vai piorar. Diversos rios desembocam no Guaíba. E toda essa água vai chegar até aqui”, afirmou o prefeito Sebastião Melo. Essa é a maior enchente desde 1941. E a perspectiva é que o Guaíba continue subindo, podendo superar 5 metros. “As nossas projeções ainda indicam que ele vai ultrapassar a cheia de 1941, atingindo 5 metros no período do final da tarde de sexta-feira (3) também”, diz Pedro Luiz Camargo, hidrólogo da Sala de Situação do RS. G1