O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi denunciado mais uma vez pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Este é o 21º processo contra o peemedebista, desta vez apontando crimes de lavagem de dinheiro cometidos por meio de empresas do Grupo Dirija, que reúne diversas concessionárias no Rio.

 

A denúncia envolve, ao todo, sete pessoas. O MPF já apontou em outros processos a prática do crime de lavagem por meio de uma rede de empresas “amigas” que celebravam contratos fictícios com os membros da organização criminosa. Em uma das ações, a Operação Mascate, o ex-governador foi condenado a 13 anos de prisão.

 

As penas de Cabral em quatro ações já totalizam 87 anos. As concessionárias eram administradas por Jaime Martins, que é delator, e João Martins. O Ministério Público Federal aponta que houve orientação e anuência de Cabral nos crimes de lavagem de dinheiros descritos na denúncia. O advogado de Cabral, Rodrigo Roca, disse que a denúncia recicla material usado em outros processos segundo informações do jornal O Globo.

 

“Sérgio Cabral nunca teve qualquer relação com as empresas ou com as operações financeiras nela descritas, não havendo um só indício da sua participação nos fatos investigados”, argumentou o advogado. Cabral está preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na grande Curitiba.