Foto: Divulgação/Sara Gomes

Uma das tradições em Salvador no fim do ano é a “Sexta-feira da Gratidão”. Realizada na Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, uma “maratona” de missas campais atrai uma multidão vestida de branco, que sobe a Colina Sagrada para agradecer pelas últimas conquistas.

Nesta sexta (29), as celebrações religiosas acontecem de hora em hora, das 5h até as 18h, exceto no horário das 16h. Mesmo quem não deseja participar de uma das missas pode ter acesso ao templo para fazer orações.

De acordo com o padre Edson Menezes, a iniciativa surgiu há 15 anos, a partir de um hábito natural dos baianos. O religioso observou que, devotas ou não, as pessoas iam até a Igreja do Bonfim a pé em sinal de agradecimento pelo ano que passou.

“O povo baiano criou a tradição de subir a ladeira da Colina Sagrada todas as sextas, particularmente a última e a primeira de cada mês, e a última e a primeira do ano de um modo mais expressivo”, afirmou.

Ao perceber essa devoção dos fiéis, o padre decidiu valorizar, estruturar e organizar as celebrações. O resultado, foi ter a basílica e toda a região da Península de Itapagipe lotadas. Somente nesta sexta, a expectativa é de que cerca de 50 mil pessoas passem pelo local até o fim do dia.

“Eu tenho certeza que hoje muita gente passará aqui com um único objetivo: agradecer ao Senhor do Bonfim. Então, como as pessoas vêm para agradecer, nós tivemos essa ideia de dar o nome de Sexta-feira da Gratidão”, explicou.

Questionado sobre qual lição tirar de 2023, o padre enfatizou que a paz deve ser o foco das pessoas em todo o mundo.

“A violência só faz prejudicar a sociedade, só faz tirar a vida das pessoas. A guerra não tem resultado positivo. A paz precisa ser experimentada por todos nós e, cada um nós, precisa ser um instrumento de paz. Precisamos amar e querer bem ao outro”.

Uma das devotas relatou que foi para a Basílica com as netas e uma amiga, justamente com o propósito de pedir paz. “Vim agradecer a Deus por um ano que vai nascer, em nome de Jesus. Que traga muita paz para a gente, muito amor e menos violência”, pediu. G1