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Em depoimento, o secretário de Operações Integradas do Ministério da Justiça de Anderson Torres, Alfredo Carrijo, relatou nervosismo e alarde na pasta quando a ação irregular da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022 ganhou holofotes.

Aos investigadores, Carrijo afirmou ainda que o ex-chefe da PRF, Silvinei Vasques, omitiu o plano de operações para o 2º turno por cerca de até 10 dias depois do pleito, o que não é praxe.

Carrijo é policial federal e foi convidado por Torres a integrar a Secretaria de Operações Integradas. Aos colegas de PF, ele disse que tomou conhecimento pela imprensa da ação da PRF com bloqueio de eleitores na região Nordeste e que as notícias “chamaram a atenção de todos” os que acompanhavam o segundo turno do centro de operações integradas do Ministério da Justiça.

De acordo com o relato de Carrijo, Vasques estava neste centro de operações, ao lado de Anderson Torres e do ex-chefe da Polícia Federal quando foi chamado a dar explicações pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

O conteúdo do relato revela apreensão pelas consequências da ação da PRF. Carrijo diz no depoimento que “só ficou tranquilo” quando Moraes disse que o pleito prosseguiria normalmente.

Carrijo disse aos policiais não saber informar quem deu a ordem para a PRF fazer a operação atípica no segundo turno, se Torres ou Vasques.

Mas ele afirmou à PF que Vasques omitiu do Ministério da Justiça, por cerca de dez dias, seu plano de operações para o segundo turno. Ele só entregou o documento à pasta depois da realização da votação –e da derrota de Bolsonaro– o que não é praxe. G1