Um novo boletim sobre as vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) foi divulgado, por volta das 10h30 desta segunda-feira (28/1). De acordo com o levantamento, o número de mortos subiu para 60, dos quais 19 foram identificados.

O balanço informa ainda que há 292 pessoas desaparecidas e 382 pessoas foram localizadas. Até o momento, 192 pessoas foram resgatadas. Os dados são da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das polícias militar e civil.

A barragem da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, localizada em Brumadinho, se rompeu na tarde de sexta-feira (25/1). A onda de rejeitos de minério de ferro atingiu a área administrativa da empresa e a comunidade da Vila Ferteco.

O rompimento ocorreu na Barragem 1, que foi construída em 1976 e tinha volume de 12,7 milhões de m³. Segundo a Vale, a barragem tinha encerrado as atividades há cerca de três anos, pois o beneficiamento do minério na unidade é feito à seco.

Números são centralizados
Flávio Godinho, representante da Defesa Civil mineira, disse a jornalistas que os números sobre as vítimas estão sendo centralizados para evitar a propagação de informações desencontradas, já que há diversos pontos de captação de informação. O representante da Defesa Civil afirmou, ainda, que o trabalho de busca foi retomado no início da manhã desta segunda-feira (28/1).

O porta-voz dos Bombeiros de Minas Gerais, Pedro Aihara, disse também que o trabalho de busca por vítimas já está em coordenação com os homens enviados por Israel. Segundo o tenente, equipes brasileiras ficarão responsáveis pela busca de vítimas na região posterior ao pontilhão destruído pela lama e as equipes israelenses se concentrarão na área administrativa da Vale que ficava logo abaixo da barragem. As equipes de Israel usarão, segundo ele, sonares capazes de diferenciar a densidade da lama e de corpos.

Questionado sobre a chance de encontrar vítimas vivas, o tenente Aihara disse que a hipótese “é muito pequena considerando o tipo da tragédia”. “Ainda assim, a gente trabalha com todas as possibilidades”, afirmou. (Correio Braziliense) Foto: AFP / Douglas Magno