Agência Brasil

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formaram maioria nesta segunda-feira (5) para arquivar o pedido de investigação sobre os cheques depositados pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Queiroz operava o esquema de rachadinha no gabinete do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, à época em que era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber seguiram o voto do relator, Marco Aurélio Mello.

O julgamento virtual começou no último dia 25 e pode durar até 2 de agosto. O pedido de investigação foi feito em 2020 pelo advogado Ricardo Bretanha Schmidt, que cita na peça uma reportagem da Revista Crusoé, afirmando que, com base na quebra do sigilo bancário de Queiroz, ele teria depositado 21 cheques, no total de R$ 72 mil, na conta de Michelle Bolsonaro, entre 2011 a 2016.

Outros cheques no nome da esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, que totalizavam R$ 89 mil, também foram encontrados. A decisão dos ministros ratifica o voto de Marco Aurélio de maio deste ano, que havia determinado o arquivamento a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. O PGR disse não ver elementos capazes de justificar a abertura de um inquérito sobre o caso e, após recurso, foi levado para o Plenário.