Foto: Reprodução/TV Bahia

O homem preso em flagrante suspeito de ameaçar de morte e manter o próprio filho, de apenas seis meses, em cárcere privado, mandou um áudio para a ex-esposa em que dizia que esquartejaria a criança se ela não reatasse o relacionamento. O caso aconteceu em Salvador e é investigado pela polícia.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, identificado como Carlos Augusto Silva, de 33 anos, foi localizado na segunda- feira (24), na casa de uma vizinha no bairro Fazenda Grande do Retiro, no mesmo local onde o bebê foi resgatado.

Além do áudio, o pai do bebê mandou uma foto em que o filho aparecia com uma faca próxima do pescoço. “Em uma das fotos, ele estava com uma faca perto do pescocinho da criança, e no áudio, dizia que ia matá-la, esquartejá-la e depois se suicidaria”, contou a titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), Simone Moutinho, que investiga o caso.

O suspeito deve passar por audiência de custódia na quarta-feira (26). Inicialmente, ele negou ter cometido o crime, mas confessou após a delegada mostrar a foto e o áudio enviado para a ex dele. “Disse que agiu por ciúmes, como se isso pudesse justificar tamanha afronta. O ciúme é algo egoísta, que majora toda situação”, afirmou Simone Moutinho. Ainda de acordo com a delegada, medidas protetivas a favor da criança e da mãe foram pedidas.

“Ele disse que ia matar o filho para fazer com que a ex-esposa sofresse, porque ela não queria reatar o romance”. Conforme a delegada Simone Moutinho, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento com a ex-companheira, e por isso ameaçou matar o filho deles. O casal estava separado há um mês.

Policiais da Dercca, com o apoio de equipes da Coordenação de Operação e Recursos Especiais (Core) e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), foram até a casa do suspeito e conseguiram resgatar o bebê, que foi deixado aos cuidados da mãe. O homem foi encaminhado para a Dercca, onde passou por exames de lesões corporais e está à disposição da Justiça. G1