Robson Leite, de 36 anos, estava sendo procurado pela polícia desde segunda-feira (27), dia em que foi visto saindo da casa da namorada, na Vila São Cosme, no Ogunjá, em Salvador. Naquele dia, o corpo de Larissa Bonfim Rodrigues, de 30 anos, foi encontrado queimado, com marcas de golpes de faca e enrolado em um tapete. O homem foi apontado como o suspeito de cometer o feminicídio – o segundo registrado na capital baiana neste ano.

Robson foi preso na tarde de quarta (29) por policiais da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Dique do Tororó. No momento da prisão, ele estava na companhia do advogado.

Na saída da 1ª Delegacia Territorial, no Complexo dos Barris, para onde foi levado, o homem desacatou a equipe de reportagem da RecordTV Itapoan. Ao ser questionado sobre o feminicídio, Robson insultou um repórter e mostrou o dedo do meio para o câmera antes de ser colocado por policiais civis no fundo de uma viatura. “Vai tomar no c*”, disse o suspeito.

Antes da sua prisão, policiais haviam cumprido mandados de busca e apreensão na casa onde ele morava, na localidade Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas, e na casa da ex-esposa, no bairro da Saúde. Ele e a faca utilizada para ferir Larissa não foram encontrados nos imóveis.

Relacionamento

A polícia ainda não sabe como estava o relacionamento entre Larissa e Robson, que teve início há pouco mais de um ano. O que foi apurado até agora é que o namoro foi marcado por discussões, episódios de agressões mútuas, além de términos e reconciliações. Não havia contra o suspeito nenhuma denúncia de agressão, mas a sua ex-mulher relatou a investigadores que viveu um relacionamento tóxico e violento.

O corpo da vítima foi encontrado na sala de estar, envolto em um tapete, que estava em chamas. A suspeita é de que depois de matar a namorada a facadas, o homem envolveu o corpo com o tecido, jogou álcool, ateou fogo no cadáver e abriu um botijão de gás antes de fugir. BNews