Ações conjuntas com o Exército para resgate e apoio às vítimas das chuvas no Estado. Foto: Mauricio Tonetto / Secom

As fortes chuvas que têm atingido o Rio Grande do Sul devem continuar pelo menos até sábado (4) com alerta de grande perigo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os temporais oferecem grande risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas.

É esperado um volume de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, segundo a entidade do governo federal. Mais de 130 cidades já foram afetadas pelas tempestades desde 26 de abril. Além de regiões do RS, as próximas chuvas devem atingir também regiões de Santa Catarina e Paraná. São elas:

  • Serrana;
  • Oeste Catarinense;
  • Vale do Itajaí;
  • Noroeste Rio-grandense;
  • Grande Florianópolis;
  • Nordeste Rio-grandense;
  • Sul Catarinense;
  • Metropolitana de Porto Alegre;
  • Sudoeste Paranaense.

Segundo o Inmet, é importante que habitantes dessas regiões desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia da residência, observem alteração nas encostas e permaneçam em local abrigado.

Também há um alerta de perigo para ventos de até 100 km por hora e queda de granizo. A tempestade de ventos pode ocasionar corte de energia elétrica, estragos em plantações e queda de árvores. A tempestade de ventos deve afertar RS, SC, PR e MS nas seguintes regiões:

  • Serrana;
  • Oeste Catarinense;
  • Vale do Itajaí;
  • Noroeste Rio-grandense;
  • Grande Florianópolis;
  • Metropolitana de Curitiba;
  • Metropolitana de Porto Alegre;
  • Sudoeste Paranaense;
  • Nordeste Rio-grandense;
  • Sudeste Paranaense;
  • Norte Catarinense;
  • Sul Catarinense;
  • Oeste Paranaense;
  • Centro-Sul Paranaense;
  • Centro Oriental Rio-grandense;
  • Sudoeste Rio-grandense;
  • Sudoeste de Mato Grosso do Sul

O que causou os temporais?

➡️ A catástrofe é resultado de pelo menos três fenômenos que afetam a região e foram agravados pelas mudanças no clima. E a tendência é de piora por conta da previsão de mais chuva.

  • 💨 Havia um cavado, que é uma corrente intensa de vento, agindo sobre a região, o que fazia com que o tempo ficasse instável;
  • 💧 Isso se somou a um corredor de umidade vindo da Amazônia, que aumentou a força da chuva;
  • 🚫 O cenário foi agravado por um bloqueio atmosférico, reflexo da onda de calor, que fez com que o centro do país ficasse seco e quente, deixando a chuva concentrada nos extremos.
“Toda essa combinação de fatores leva a essa quadro de chuvas muito intensas que perdurará pelo menos até domingo”, explicou Gilvan Sampaio, coordenador-geral de Ciências da Terra do CPTEC-Inpe.
Nas três bacias monitoradas pelo Serviço Geológico do Brasil, a situação é essa: transbordamento de rios em 7 cidades na Bacia do Taquari; 5 na Bacia Caí; 1 na Bacia Uruguai. A tendência é que o nível suba mais. G1