EC Vitória

Titular com a camisa do Vitória pela primeira vez no último fim de semana, no triunfo de 2 x 1 contra o São José, fora de casa, o goleiro Dalton deve continuar no onze inicial do Leão na próxima partida, por conta da lesão sofrida por Lucas Arcanjo. Para o duelo contra o Paysandu, que acontece no domingo (17), às 16h, o jogador acredita que a equipe tenha, finalmente, encontrado um equilíbrio dentro de campo. Isso passa pela mescla da equipe, entre jogadores jovens e experientes.

“Todos nós temos o nosso percentual de contribuição, desde os mais jovens até nós, como os mais experientes, passando essa tranquilidade de que eles tem que entender o jogo, entender o momento da partida. As vezes temos essa responsabilidade de sentir no momento o que é preciso fazer. Parar um pouquinho o jogo porque a equipe adversária está num momento melhor, ou se a gente está num momento melhor, acelerar o jogo. São situações que eles irão aprender também com a vivência de jogo, com a vivência de campo. Então, a gente se sente bem tendo essa mescla de experiência e juventude. Acho que é um ponto pra nós termos conseguido aliar muito bem”, avaliou o goleiro.

Aos 35 anos, Dalton terá pela frente o melhor ataque da Série C, com 24 gols marcados. Ao ser questionado sobre a melhor estratégia para enfrentar o adversário, o goleiro rubro-negro garantiu que não existe uma fórmula correta, mas é preciso que o elenco atue no melhor nível para vencer no Barradão. Por outro lado, o Vitória aparece com uma defesa sólida, em comparação com os adversário, e é a quarta menos vazada na competição

“Não tem atalho, não tem mistério. É só fazer o nosso melhor. Seja durante a semana, melhorando o que já temos feito ou no jogo. Precisamos fazer o melhor. Porque começa do ataque, não é só propriamente pela defesa, é lá no ataque, onde começa diminuindo os espaços e chega no meio-campo, chega no setor defensivo, nos zagueiros, e depois no no goleiro”, explicou.

Dalton ainda completou afirmando que, não só ele, mas todos os goleiros do elenco mostram-se prontos para atuar em campo. “Acredito que se fosse o Lucas, Yuri e o Cabral que tivessem no gol, também iriam fazer sempre o seu melhor. A gente tem que fazer sempre o nosso melhor, melhorar a cada dia, melhorar a cada treinamento, para que no jogo a gente colha o que fizemos durante a semana”, completou na coletiva.

Sobre sua entrada já na reta final da Série C, o goleiro afirmou que já se sente adaptado e explicou que, com as partidas jogadas, irá aperfeiçoar seu ritmo de jogo. A questão ‘ritmo de jogo’ é uma palavra muito controversa, né? Porque a gente trabalha o dia a dia, a gente entende que o jogo é uma situação diferente, a atmosfera de jogo, a batida de jogo. A gente encontra situações totalmente diferentes do que a gente faz no treinamento do dia a dia. O ritmo de jogo você vai adquirir com a minutagem, com os jogos, com as defesas que você faz, com as intervenções. O ritmo de jogo nos traz segurança, nos dá a credibilidade de tentar fazer um lance que, por ventura, com menos ritmo de jogo, você não faria. Mas eu acredito que o trabalho nos dá essa facilidade. A gente vem trabalhando muito bem com o Ferreira, que é um excelente treinador de goleiros, e nos dá essa condição.

Após o anúncio da cirurgia de Lucas Arcanjo, que irá afastar o goleiro do restante da temporada, Dalton disse que conversou com o jogador e contou de sua experiência pessoal com uma lesão no ombro. “Eu passei pra ele que já fiz cirurgia no ombro também, já passei por essa adversidade. A gente tem que entender que o futebol é imprevisível, né? A gente está ali trabalhando e pode acontecer. Não queremos que aconteça, mas aconteceu. Lucas é um grande ser humano, antes de ser um baita profissional. Já admirava antes de ter vindo pra cá, jogamos contra na Série B, então acompanhei todo o trabalho dele e admiro como profissional E agora passei a admirar como pessoa também”, declarou Dalton.

O goleiro aproveitou a coletiva para convocar a torcida do Vitória comparecer ao Barradão no domingo, diante do Paysandu. “Fica aqui o meu convite para a torcida. Sabemos da atmosfera que tem se criado, a gente já viveu isso uma vez e gostaríamos de viver novamente um Barradão lotado. Que a torcida venha, nos apoie, e dentro de campo a gente vai fazer o nosso melhor, a gente nunca vai deixar de lutar, vamos nos dedicar e fazer o nosso melhor. Isso é indiscutível. E o torcedor tem visto isso e vai continuar vendo sempre, sempre que a gente estiver em campo vamos fazer o nosso melhor”. Correio da Bahia