O argentino de 65 anos que morreu depois de ser esfaqueado na frente da mulher e da filha, durante uma tentativa de assalto no farol de Itapuã, um dos principais pontos turísticos de Salvador, na noite de terça-feira (19), acompanhava o pôr do sol com a família quando foi abordado pelos suspeitos. Uma enfermeira que mora perto do local onde o crime ocorreu, e que ajudou a socorrer o turista, relatou ter escutado os gritos das vítimas.

“Ouvi gritos, provavelmente vindos da esposa e da filha, pedindo por socorro. Eu não consegui identificar o que elas falavam, por não serem brasileiros. Só identifiquei que era alguma coisa desesperadora”, destacou Emanuele Barreto.

O argentino, que não teve nome e idade divulgados, levou duas facadas nas costas, por volta das 18h de terça. O crime, segundo a polícia, foi cometido por dois homens ainda não identificados. Não há informações se a vítima reagiu à abordagem.

A enfermeira destacou que uma pessoa que presenciou o crime foi até a casa dela para pedir que fosse ajudar a vítima.

“Fomos abordados na saída da nossa casa, e como sou enfermeira, eu falei com ele que se ele fosse comigo eu desceria para ver se pudesse ser feita alguma coisa. Mas quando a gente chegou no local, já tinha bastante tempo que ele estava lá, bastante banhistas no local, comprimindo o ferimento e tudo”.

O argentino recebeu socorros de populares e também de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

“A gente prestou primeiro socorro, esperamos ambulância do Samu chegar e eles deram continuidade no atendimento, mas infelizmente, mesmo com todo atendimento do Samu, que foi muito bom, não teve mais jeito”, destacou a enfermeira Emanuele Barreto.

A técnica em enfermagem Dira Abade, que também mora no local, relatou ter presenciado o desespero da mulher e da filha do argentino após o crime.

“Todo mundo desesperado. Muito triste. Dez anos que moro aqui no farol de Itapuã e nunca vi acontecer algo tão feio, tão horrível para Salvador, para nossa cidade. Um ponto turístico tão lindo, tão maravilhoso, que lota. A violência está muito grande. Minha casa já foi assaltada também, e é muito triste uma situação dessa”, destacou.

A polícia fez buscas durante a noite, mas não conseguiu localizar os suspeitos. O caso foi apurado inicialmente pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e, depois, encaminhado para a Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). G1 Foto: Pablo Reis/Aratu Online/TV Aratu