Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória

O Vitória até tentou, mas não conseguiu superar o Corinthians na Neo Química Arena, nesta quinta-feira (4), pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Rodrigo Garro e Alerrandro marcaram duas vezes cada, mas Giovane deixou o dele no apagar das luzes e assegurou o triunfo paulista por 3×2. A equipe comandada por Thiago Carpini começou o jogo atacando os donos da casa, mas se viu envolvida dentro das dinâmicas do adversário e, no fim, saiu de campo derrotada pela segunda rodada consecutiva.

Com o resultado, o rubro-negro segue com 12 pontos, agora empatado com o Corinthians. Mas aparece fora da zona de rebaixamento, na 16ª colocação, por ter mais vitórias na Série A. Apesar do revés, o time vermelho e preto não terá muito tempo para lamentar. O Leão recebe o Criciúma no Barradão, neste domingo (7), às 18h30, pela 15ª rodada.

O JOGO

Apesar dos torcedores do Vitória esperarem mudanças na equipe titular, devido aos desfalques por lesões e suspensões, os rubro negros foram surpreendidos quando viram Patric Calmon voltar a figurar entre os onze iniciais e Lucas Esteves começar a partida como o ponta esquerda da equipe. Além da dobradinha na lateral, o técnico Thiago Carpini entrou com Jean Mota ocupando uma função mais recuada em relação aos últimos jogos.

Quando o árbitro apitou o início de jogo, quem teve a iniciativa foi a equipe baiana, que aproveitou os espaços deixados pelo Corinthians para se aproximar do gol defendido por Matheus Donelli. Com o lado esquerdo do Leão sendo mais acionado, o improvisado Lucas Esteves encontrou brechas para partir em velocidade. O começo do Vitória só não foi melhor pela grande defesa do goleiro do Corinthians no chute de Luan Santos. No entanto, mesmo oferecendo espaços para os visitantes atacarem, a equipe alvinegra ofensivamente trabalhou a bola com os dois meias criativos – Coronado e Garro – para achar um dos atacantes nas costas da zaga visitante.

Na faixa dos 15 minutos, o jogo foi esfriando e o Corinthians começou a ficar mais com a posse da bola. A equipe paulista povoou a primeira linha de defesa do Vitória, mas só conseguia ter efetividade quando era Wesley quem partia para uma jogada individual. Defensivamente, o Leão encaixou uma marcação por zonas, com duas linhas de quatro e Luan Santos entre elas. Mais à frente, Alerrandro era o homem responsável por iniciar a pressão. Quando os mandantes perdiam a bola, o Leão transferia o jogo para uma das pontas para tentar sair em velocidade.

No entanto, a leve superioridade do Vitória não se traduziu em gol. Pelo contrário, já que o Corinthians aproveitou um vacilo do clube baiano para levar a vantagem no marcador. Aos 25 minutos, Pedro Henrique progrediu com liberdade e tocou para Garro dominar e chutar forte de fora da área. Lucas Arcanjo até tentou chegar no lance, mas não foi o suficiente para parar o alvinegro de abrir o placar: 1×0 Corinthians. Depois do gol, os paulistas gostaram do jogo e partiram para tentar ampliar.

Com a saída de Caio Vinícius lesionado, Carpini colocou o lateral direito Rául Cáceres e deslocou Willean Lepo para a zaga. A mudança, mesmo forçada, trouxe mais fluidez na saída de bola do rubro negro baiano, que não perdeu velocidade. A maior alteração, no entanto, veio com a volta da postura ofensiva do time dentro da partida. Aos 36 minutos, Lucas Esteves recebeu a bola na esquerda e botou na área. Entre os zagueiros do Corinthians, Matheuzinho apareceu para tocar e Alerrandro aparecer completando para o fundo das redes: 1×1

Antes do primeiro tempo acabar, o Corinthians partiu para pressionar o Vitória e conseguiu três escanteios em sequências. Na terceira cobrança, Lucas Arcanjo saiu mal e a bola sobrou para o camisa 10 do alvinegro paulista, que pegou de primeira fora da área e botou no ângulo. Sem chances para a defesa do Leão: 2×1 Corinthians. Em um lance seguinte, o árbitro de vídeo recomendou a revisão de uma entrada de Yuri Alberto, mas a decisão em campo foi puxar o cartão amarelo.

Na volta do intervalo, os treinadores de ambas as equipes não fizeram alterações. Com quatro laterais em campo, o Vitória começou a segunda etapa sendo mais vertical na construção do jogo. No entanto, rapidamente o time do técnico interino Raphael Laruccia retomou a posse de bola, obrigando os baianos a baixar as linhas. Sem lances de perigo nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, Carpini mexeu na estrutura da equipe, tirando um dos volantes para deixar dois pontas: Janderson e Zé Hugo.

Depois das substituições, o cenário da partida se inverteu. Vendo o Vitória achar espaços, o alvinegro paulista recuou suas linhas e esperou os visitantes subirem. Dentro de seu próprio campo, o Corinthians mudou sua estratégia para sair nos contra ataques cedidos pelo rubro negro baiano. Porém, mesmo com maior posse, o Leão não conseguia furar o bloqueio dos adversários. Perto dos 40 minutos, o Vitória beirava os 70% de posse de bola. A pressão do Vitória ganhou uma chance de surtir efeito quando Léo Mana botou a mão na bola e o pênalti foi marcado. Na cobrança, Alerrandro tirou de Donelli e empatou o jogo: 2×2

No apagar das luzes, o Corinthians conseguiu pressionar novamente o Vitória e voltou a sair na frente do marcador. Na cobrança de escanteio, Janderson errou o tempo da bola e cabeceou nos pés de Giovane, que pegou a sobra e fuzilou o gol de Lucas Arcanjo, colocando um ponto final da partida: 3×2. Correio da Bahia