EC Vitória

O Vitória começou a Série B com a expectativa de conquistar a sonhada vaga de acesso à primeira divisão. Mas o Leão terminou o primeiro turno amargando seu pior jejum da temporada – já acumula oito jogos seguidos sem ganhar – e está bem mais perto do Z4 que do G4.

O rubro-negro terminou o primeiro turno com 21 pontos. São 10 a menos que o Juventude, o 4º colocado, e apenas dois a mais que o Náutico, que ocupa a primeira vaga na zona de rebaixamento. Com um agravante: o time pernambucano tem um jogo a menos na competição.

Para a segunda metade do campeonato, o foco é afastar o fantasma do ano passado, quando o Vitória correu risco de cair para a Série C até o fim do torneio. Como já havia adiantado o técnico Eduardo Barroca, o objetivo principal, nesse momento, é conseguir o quanto antes uma pontuação que mantenha o time em uma situação mais segura na tabela.

“Evidente que o campeonato te oferece algumas coisas e, neste momento, a gente precisa fazer a pontuação mínima para fazer uma parte final de campeonato mais segura. Sem sombra de dúvidas, é o nosso objetivo primário. De qualquer forma, a gente vai precisar fazer um campeonato de recuperação”, avisou o técnico.

Essa reabilitação envolve desempenhar um rendimento melhor do que o que fez no primeiro turno. O Vitória teve, nos 19 jogos iniciais, um aproveitamento de 36,8%. Se repetir os 21 pontos nas próximas 19 rodadas, encerraria a Série B com 42 pontos, uma pontuação menor que a média de rebaixamento dos últimos anos.

Contas
Levando em conta as edições da Segundona de 2006, quando o atual formato foi adotado, até 2019, os times que foram rebaixados na primeira vaga do Z4 fizeram uma média de 43 pontos. A menor pontuação de um 17º colocado foi estabelecida no ano passado, quando o Londrina fez 39 pontos. Já a maior aconteceu em 2011, com o Icasa.

Para 2020, a projeção do departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é que a chance de um time ser rebaixado seja zerada ao alcançar 50 pontos. Mas, com 45 pontos, uma equipe já teria probabilidade bem pequena de cair – somente 3,9%.

Seguindo esses números, o Leão precisaria fazer 24 pontos nas próximas 19 rodadas. Assim, chegaria aos 45 e reduziria a possibilidade de queda. Para isso, teria que fazer um aproveitamento de 42,1%. Se quiser zerar a chance de rebaixamento, precisaria de mais 29 pontos, o que significaria um rendimento de 50,9%.

Os matemáticos dão ao time que fizer 61 pontos a chance de 91,2% de subir à Série A. É um pouco menor que a média da Segundona dos últimos 14 anos, que foi de 63 pontos. Quem precisou de mais foi o próprio Vitória, quando ficou na 4ª colocação em 2012, com 71 pontos. Por outro lado, o rubro-negro também garantiu presença na elite do futebol com a menor pontuação: 59 pontos, em 2007.

Em 2020, o sonho do acesso do Leão ficou longe com o jejum de vitórias. Para garantir os 61 pontos, o rubro-negro precisaria somar 40 de 57 pontos possíveis – um aproveitamento de 70,2%. Apesar de difícil, não é impossível: é exatamente o que a Chapecoense, líder da Série B, fez neste primeiro turno.

Atualmente, de acordo com a UFMG, o rubro-negro tem 0,89% de possibilidade de subir à primeira divisão e 33,6% de chance de queda para a terceira divisão. A estreia no returno será no domingo, às 16h, contra o Sampaio Corrêa, no Maranhão. (Correio da Bahia)