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Não é novidade que o poder bélico das facções que atuam na Bahia é gigantesco. Em nove meses, 49 fuzis foram apreendidos no estado, seis deles durante a invasão do Comando Vermelho (CV) no Alto de Pombas, em Salvador – armas utilizadas pelo grupo criminoso custam cerca de R$ 450 mil, segundo levantamento feito pela reportagem. Antes disso, em maio, uma decisão judicial mostrou que o Bonde do Maluco (BDM) utilizava armamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e das Forças Armadas dos Estados Unidos. A capacidade ofensiva dos criminosos exigiu um arsenal especial da Polícia Militar baiana.

Nesse sentido, cerca de R$ 58 milhões tiveram que ser desembolsados dos cofres do Governo do Estado, para a aquisição de um arsenal com 1.815 armas de fogo: 740 carabinas (marca IWI /modelo Arad) calibre 5,56x45mm com mira holográfica e magnificador (recursos que aumentam a precisão do tiro) e 1.075 pistolas (marca Glock /modelo 22 Geração 5) calibre .40S&W, além de coletes e munições. O material foi apresentado nesta última segunda-feira (16), no Quartel dos Aflitos.

“É um armamento mais leve, com alta precisão e aparelhos de mira, que possibilita ver melhor em distâncias significativas, como se fosse uma lupa. É um investimento para os policiais tenham melhores condições de trabalho”, afirmou o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.

De acordo com o comandante-geral da PM-BA, coronel Paulo Coutinho, as armas ficarão à disposição de todos os comandos de policiamento da força de segurança, para que todos os policiais militares tenham acesso ao arsenal. “Devemos fazer outras aquisições futuras, com o objetivo de ampliar o armamento de qualidade das equipes”, disse.

Em 2023, a polícia baiana apreendeu 4 mil armas, no total, que estavam em poder de bandidos. De acordo com Werner, esse armamento chega aos criminosos por meio de rotas do tráfico de drogas e de armas. “Trabalhamos com ações de inteligência, coordenadas pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar e Civil, para que a gente possa evitar e romper essas rotas do tráfico de armas”, falou o secretário. Correio da Bahia