Uma pesquisa nacional sobre a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas revelou que 92% das escolas brasileiras já dizem ter implementado a restrição ao uso de aparelhos eletrônicos para fins não pedagógicos. Mesmo assim, 39% dos gestores afirmam ter dificuldade alta para conquistar a adesão dos estudantes às novas regras, e outro 39% apontam falta de infraestrutura para guardar os aparelhos.
A pesquisa nacional 1º ano da Lei nº 15.100/2025 foi realizada pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Inep e o Instituto Alana, com cooperação da UNESCO. O levantamento ouviu gestores de 8.189 escolas públicas e privadas, selecionadas por amostragem probabilística, e buscou entender como a legislação está sendo interpretada e aplicada nas unidades escolares.
👉🏽 A Lei nº 15.100/2025 foi sancionada pelo presidente Lula em janeiro de 2025, e entrou em vigor logo em seguida, no início do ano letivo. A nova norma previa a proibição do uso de celulares na escola durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.
Os dados mostram que a política avançou rapidamente nas escolas brasileiras. Segundo o relatório, a permissão irrestrita de celulares foi praticamente eliminada, e a proporção de escolas que restringem o uso em todos os espaços escolares mais que dobrou.
Antes da lei, 13% das escolas permitiam o uso em qualquer espaço e horário. Depois, esse percentual caiu para 0%. Ao mesmo tempo, a fatia das unidades que adotam restrição em todos os espaços escolares subiu de 20% para 48%.
Principais achados do levantamento:
- 92% das escolas afirmam já ter implementado a lei.
- 45% permitem o uso apenas em atividades mediadas por profissionais da escola.
- 39% relatam dificuldade alta para conquistar a adesão dos estudantes.
- 39% apontam falta de infraestrutura para guardar os aparelhos.
- 31% dizem ter dificuldade para fiscalizar continuamente as regras. G1















