Além dessas, entre 2020 e 2022, as emendas de relator – apelidadas de “orçamento secreto” – eram definidas pelo relator do orçamento da União e não traziam as identificações de quais parlamentares tinham feito as indicações. A categoria foi considerada inconstitucional pelo STF em 2022.
As emendas individuais foram as maiores beneficiadas pelos pagamentos pelo governo até agora, com quase R$ 3,4 bilhões quitados. Em seguida aparecem as emendas de bancadas, com R$ 2 bilhões, seguida das emendas de comissão (R$ 1,8 bilhão) e emendas de relator, com R$ 587 milhões.
Dentre os mais parlamentares mais contemplados, estão os senadores Irajá (PSD-TO), que teve R$ 71 milhões em emendas pagas, e Izalci Lucas (PL-DF), com R$ 53 milhões. No terceiro lugar aparece a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG), com R$ 30 milhões.
Um dos mais vocais opositores do governo, deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS), também foi um dos principais contemplados, aparecendo em terceiro lugar entre os deputados, com R$ 27,5 milhões em emendas pagas. Na lista ainda aparecem nomes como o do deputado afastado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve 21 emendas pagas, em um total de R$ 16 milhões, e do ex-deputado federal Chiquinho Brazão (S/Partido-RJ), com R$ 9 milhões.
Há também emendas de ministros do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como a chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Responsável por liberar os pagamentos de emendas, a ministra (que também é deputada pelo Paraná) foi atendida em 16 emendas, a grande maioria de 2024, totalizando R$ 7,6 milhões.
Também foram pagas emendas da ministra do Planejamento Simone Tebet (que ocupou o mandato de senadora pelo Mato Grosso do Sul), com R$ 2 milhões, e do ministro da Agricultura Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e senador pelo Mato Grosso), com R$ 1,3 milhões.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), tiveram cinco emendas pagas, que juntas somaram R$ 1,9 milhões (R$ 755 mil de Alcolumbre e R$ 1,2 milhão de Motta). G1