Bruno Spada/Câmara dos Deputados

As últimas semanas foram marcadas por uma série de liberações e pagamentos de emendas parlamentares indicadas por deputados e senadores em 2025. Mas a medida não se limitou a valores deste ano.

Segundo levantamento feito pelo g1, apenas em 2025, o Executivo já pagou R$ 7,8 bilhões em indicações parlamentares ao Orçamento feitas em anos anteriores, comumente chamadas de “restos a pagar”. O valor representa 90% do que foi pago em 2024 de emendas represadas.

A maior parte dos “restos” pagos pelo governo dizem respeito a emendas aprovadas entre 2023 e 2024. São R$ 6,6 bilhões (57,4%), de um total de R$ 11,6 bilhões que esperavam por pagamentos no começo do ano.

Em um intervalo de duas semanas, o governo federal pagou R$ 1,2 bilhão em emendas empenhadas e travadas entre os anos de 2015 e 2024.

A liberação desses recursos “represados” é uma das cobranças feitas por parlamentares a lideranças do Planalto.

Deputados e senadores também têm criticado um suposto atraso do Executivo no pagamento das indicações feitas ao Orçamento deste ano, já que boa parte delas é de execução obrigatória e eles não entendem o motivo de não serem liberadas com mais velocidade.

A insatisfação com o ritmo dos repasses foi um dos fatores apontados pelos congressistas para a derrota do governo na derrubada do decreto que aumentava alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).