Resumir a partida entre Bahia e Fluminense em uma palavra sem dúvidas teria a palavra loucura entre as opções possíveis. Com seis gols, o confronto entre tricolores foi um daqueles jogos abarrotados de emoção. No final, um empate eletrizante por 3×3 deu um ponto para cada equipe na partida, válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Bernal (contra), Everton Ribeiro e Luciano Juba fizeram os gols do Bahia, enquanto Cano (duas vezes) e Nonato marcaram para o lado carioca.
Em resposta ao jogo abaixo no meio de semana, os tricolores entraram em campo com força máxima. Com os rostos já conhecidos da torcida e Kayky atuando no ataque ao lado de Ademir e Willian José, o Bahia foi surpreendido por uma partida frenética. Saiu atrás do placar, virou, levou a virada e empatou novamente.
A comemoração por ter buscado um ponto depois de ficar atrás duas vezes é boa, mas com uma semana de descanso para recuperar o time fisicamente fica ainda melhor para os comandados de Ceni. O Esquadrão só volta a campo no próximo sábado (16), quando enfrenta o Corinthians, pela 20ª rodada do Brasileirão. A bola rola a partir das 21h no gramado da Neo Química Arena.
O JOGO
Toca para um lado, toca para o outro. Quem é torcedor do Bahia ou acompanha aos jogos do clube tricolor sabe muito bem que o time comandado por Rogério Ceni tem um padrão de jogo bem definido. O Esquadrão gosta de valoriza a posse da bola e não se afoba para definir as jogadas com pressa. Contra o Fluminense, mesma forma de jogar e nenhuma novidade.
Com dois jogadores da base de Xerém entre os titulares, enganou-se quem pensou que o Fluminense iria à Fonte Nova para ser o mais novo saco de pancadas do Bahia. Desde o minuto inicial, a equipe de Renato Gaúcho mostrou entender como os mandantes jogam e armaram um plano de ataque.
Foi assim por mais de uma vez até o relógio marcar oito minutos. Na segunda vez, bola na rede. Com lateral ao seu favor no lado esquerdo, Renê cobrou e achou Keno na linha de fundo. O camisa 11 ajeita de cabeça para a entrada da área, onde Cano finalizou forte de primeira para vencer Ronaldo e abrir o placar em Salvador.
Em uma partida de ritmo nas alturas, a resposta não demorou a chegar. Quatro minutos após sofrer o gol, foi a vez do Esquadrão dar o troco, duas vezes. Aos 12 minutos, Everton Ribeiro recebeu perto da área carioca, ajeitou com a esquerda e achou Jean Lucas infiltrando entre os marcadores do Flu. O camisa seis tocou para o meio, mas a bola desviou em Bernal e entrou no gol.
Já aos 18, foi a vez do camisa 10 deixar o seu. Em jogada iniciada por Caio Alexandre, o camisa 19 avançou e acionou Willian José dentro da área. O centroavante fez a parede, levantou a cabeça e tocou para Everton Ribeiro, que ajeitou e chutou colocado para o gol. A bola desviou na marcação carioca, enganou Fábio e morreu no fundo das redes.
Quando não estavam balançando as redes, Bahia e Fluminense travavam um confronto frenético, mas cada um dentro de sua estratégia. Enquanto os baianos chegavam ao ataque com trocas de passes bem construídas e rápidas, os cariocas priorizavam explorar os contra-ataques.
Na volta do intervalo, nenhuma modificação nas duas equipes. No entanto, qualquer marasmo que poderia aparecer na etapa final foi afastada com apenas três minutos, quando o Tricolor das Laranjeiras mostrou eficiência. No toque e na paciência, o jovem lateral Júlio Fidélis cruzou para a área e o artilheiro Germán Cano emendou um voleio de primeira para deixar tudo igual.
Tudo igual e ambos os clubes continuavam em cima do rival, acreditando que era possível sair de campo com os três pontos. Como já disse Renato Russo, “quem acredita, sempre alcança”. E quem alcançou a vantagem no placar foi justamente o time de Renato, mas o Gaúcho. Aos 26 minutos, Nonato recebeu, entrou na área e chutou forte em Ronaldo. O goleiro do Bahia aceitou e a bola morreu no fundo do gol.
Nos minutos finais, o Esquadrão se lançou ao ataque e colocou o Fluminense para se defender dentro de sua área. O ímpeto ofensivo foi tão agressivo que não poderia acabar diferente. Gilberto entrou na área, foi à linha de fundo e cruzou para o meio. A bola passou por todo mundo e sobrou para Luciano Juba, que chutou de primeira e contou com o quique da bola para encobrir Fábio e dar números finais ao confronto. Correio da Bahia

















