A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil com validade a partir de 2026, sancionada neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reduzirá o número de declarantes em cerca de 10 milhões de pessoas, segundo estimativas da equipe econômica.
A medida, que beneficia principalmente a classe média brasileira em um ano eleitoral, afasta ainda mais o Brasil do perfil de países avançados — que contam com parte maior da população como contribuinte do Imposto de Renda.
A tributação da renda é uma forma de taxar os mais ricos, ao mesmo tempo em que a concentração do maior peso dos tributos sobre o consumo — caso do Brasil, que não foi alterado com a reforma tributária — prejudica principalmente a população de menor rendimento.
Para ampliar a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduzir o imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, o governo aprovou no Congresso a taxação de quem recebe acima de R$ 50 mil por mês, incluindo todas as rendas (lucros, dividendos e aluguéis, entre outros), com uma alíquota de 10%. G1

















