Foto: Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), afirmou, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que há uma atuação inadequada de órgãos institucionais no acompanhamento do estado de saúde do pai. Segundo ele, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro Alexandre de Moraes (STF) estariam exercendo funções que não lhes cabem. “A PGR, que creio hoje agir de forma inédita como instituto de medicina, autorizou a cirurgia em seu ombro”, declarou.

Carlos Bolsonaro também criticou a necessidade de autorização judicial para procedimentos médicos, afirmando que a situação tem gerado preocupação diante do quadro clínico do ex-presidente. “Agora, ele aguarda que o ministro médico Alexandre de Moraes autorize a realização da cirurgia no local que o incomoda bastante”, disse, ao relatar dores persistentes e dificuldades enfrentadas por Bolsonaro.

O ex-vereador mencionou ainda o estado de saúde do pai: “Soluçando um pouco, mas se sentindo melhor por estar em casa, fico preocupado com a nova cirurgia a ser autorizada, devido ao seu quadro clínico de três pneumonias seguidas”, afirmou, acrescentando que considera haver negligência no tratamento. Ele também classificou a prisão como “ilegal e absurda” e disse que o ex-presidente é um “preso político com seu estado de saúde ‘negligenciado’ por todos os lados”.

Apesar das críticas, Carlos Bolsonaro relatou que o ex-presidente segue ativo politicamente e otimista. Segundo ele, Bolsonaro está finalizando articulações e se mantém firme. “Fico feliz em vê-lo consciente de tudo, forte e sendo um guerreiro como sempre”, afirmou, acrescentando que há expectativa positiva em relação ao cenário político futuro e que o ex-presidente enviou “um abraço a todos, em especial às tias do zap e aos tios do churrasco”. BNEWS