O governo Jerônimo Rodrigues (PT), por meio da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), emitiu uma nota para rebater as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), sobre a gestão do setor no estado.
O posicionamento do órgão estadual foi divulgado após o candidato apontar a segurança como um dos principais problemas atuais da Bahia e cobrar maior rigor no combate à criminalidade.
No documento enviado com exclusividade ao bahia.ba, a SSP-BA contestou as críticas apresentando os dados oficiais de criminalidade dos últimos anos e deste primeiro semestre.
“A Secretaria da Segurança Pública da Bahia destaca que nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) as mortes violentas apresentaram reduções consecutivas de 6%, 8% e 13%, respectivamente, no estado. No primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, os assassinatos recuaram 20,5% na Bahia”, informou a pasta.
A secretaria também defendeu a atuação do governo na modernização da estrutura policial e na capacidade de elucidação de delitos. O órgão estadual ressaltou a contratação de 11 mil novos profissionais da Segurança Pública e a aquisição de novos equipamentos de inteligência e perícia, visando a qualificação do trabalho investigativo para elucidação de crimes.
As críticas contra Jerônimo
A reação da SSP-BA ocorre na esteira das declarações dadas por ACM Neto nesta quarta-feira (22), durante a convenção partidária realizada no Centro de Convenções, em Salvador. Na ocasião, o ex-prefeito criticou os índices de resolução de crimes do governo Jerônimo e apontou a impunidade como um fator de multiplicação da violência no território baiano.
“Esse é um dos problemas mais sérios que existe na segurança pública […] Aí não adianta, se você não consegue prender o bandido e garantir que ele na prisão cumpra rigorosamente a pena, aí o crime se multiplica”, afirmou o candidato do União Brasil durante o ato político.
ACM Neto defendeu que o enfrentamento à violência depende diretamente de ações voltadas para a repressão ao crime e do cumprimento efetivo das penas em regime fechado.
“Não tem como enfrentar o problema da violência sem considerar a necessidade de acabar com a impunidade, de botar bandido na cadeia e na cadeia ser um lugar de realmente punir e garantir que o bandido pague o preço do ato que cometeu”, declarou. Bahia.ba
















