Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e ré pela morte do menino, afirmou na terça-feira (2), durante o julgamento do caso, que acredita que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi o responsável pela morte do filho. “Hoje, eu creio que foi o Jairo”, disse.
Henry morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos. Segundo o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), a criança sofreu uma hemorragia interna e uma laceração hepática provocadas por ação contundente. A investigação concluiu que agressões de Jairinho provocaram os ferimentos e que a mãe foi omissa. Ao longo do depoimento de cerca de seis horas, Monique falou:
- que foi dopada na noite do crime;
- sobre o estado em que encontrou o filho;
- da babá, chamada de “grande mentirosa”;
- dos ciúmes de Jairinho;
- de agressões anteriores do padrasto a Henry;
- de relatos de outras agressões de Jairinho;
- da relação inicial do filho com o padrasto;
- das traições de Jairinho;
Monique afirmou que mudou sua percepção sobre o caso e citou relatos de agressões atribuídas a Jairinho contra outras crianças. “Pelo modus operandi dele, pelos filhos delas, eu acredito que pode ter sido ele.”
Segundo Monique, ela dormiu na noite da morte do filho após tomar um comprimido dado por Jairinho e foi acordada pelo então companheiro durante a madrugada. Ao relembrar aquele momento, descreveu o estado em que encontrou Henry:
“Ele estava com a barriga para cima, com o pé gelado e olhando para o nada.” Ela afirmou que Jairinho repetia que o menino estava com dificuldade para respirar. Henry foi levado ao Hospital Barra D’Or, onde passou por manobras de reanimação. Apesar das tentativas da equipe médica, a morte foi declarada às 5h30.
Para Monique, naquele momento, a morte só poderia ser explicada por um acidente doméstico. “Ficaram duas horas e meia fazendo a massagem cardíaca. Não tinha nenhum sinal, nenhuma marca, então para mim só podia ser uma queda da cama.” Cinco anos depois, ela afirmou que passou a acreditar que Jairinho foi o autor do crime. G1

















