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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse na terça-feira (2) que a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e CV como terroristas foi uma surpresa para a Polícia Federal.

“Tem a questão técnica e a questão política também, e o tema que nós estamos agora enfrentando é a tipificação de facções criminosas como entidades terroristas, e ali foi apresentada toda a explicação. Inclusive, é técnica e trabalho que a Polícia Federal faz, inclusive com a cooperação internacional, para combater o crime organizado, que é o que temos feito com muita intensidade aqui no país. E, de fato, para nós, é uma surpresa termos essa declaração. Enfim, essa afirmação é dos Estados Unidos de tentar equiparar é crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico”, disse em entrevista ao Estúdio i.

A medida anunciada pelos EUA na quinta-feira da semana passada foi formalizada pelos americanos na sexta-feira (29). As duas facções entraram na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, na sigla em inglês). O órgão é ligado ao Departamento do Tesouro norte-americano.

As duas organizações agora são classificadas como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês). A categoria as coloca no mesmo patamar de cartéis internacionais do narcotráfico, como o Cartel de Sinaloa e o Cartel de Jalisco.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as duas facções já foram classificadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs). A outra designação, de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs), entrará em vigor no dia 5 de junho.

Andrei enfatizou que a decisão americana não mudará a forma como a PF atua no território brasileiro para combater as ações das duas facções e garantiu que a legislação e os procedimentos internos seguem os mesmos.

“Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno; não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos, os nossos procedimentos de atuação para aquilo que temos feito em relação ao crime organizado”, declarou o diretor-geral da PF. G1