O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, atacou na quarta-feira (8) o Supremo Tribunal Federal, defendeu o fim do que chamou de “gastança do Lula” e criticou a relação de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele também defendeu mudanças no Bolsa Família.
Zema deu as declarações ao participar de um evento com presidenciáveis promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Brasília. Somente o ex-governador de Minas e o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, compareceram.
Ao discursar para empresários do comércio, Zema também afirmou que o Brasil precisa de um representante que “não tenha rabo preso”. Ele disse ainda que, se eleito, vai dar “três choques” de gestão: um “moral e ético”; outro na segurança pública; e um terceiro nas despesas públicas, que pressionam a taxa de juros para cima.
Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), Zema disse que a Corte está cheia de “frutas podres” e defendeu mudanças, como uma idade mínima de 60 anos para ser ministro, a adoção de uma lista de candidatos da qual o presidente terá de selecionar um, e o fim das decisões individuais (monocráticas) de magistrados.
O presidenciável do Novo citou um processo de calúnia ao qual está respondendo por ataques feitos ao ministro Gilmar Mendes. Na sequência, disse que não tem relação e nunca andou em jatinhos de propriedade de Daniel Vorcaro, uma menção a reportagens que apontam que ministros do STF viajaram em aviões do ex-banqueiro.
“O Brasil precisa de representantes que não tenham rabo preso. Enquanto nós não tivermos isso, nós vamos ter presidentes que vão ceder a esses interesses”, afirmou. “O banqueiro bandido nasceu, cresceu, estudou, casou, e morava em Belo Horizonte. E nem precisa falar o nome dele, porque todos aqui sabem. Adivinhem vocês: eu, governador de Minas, e ele, o grande banqueiro do Brasil, quantas vezes nós nos encontramos? Zero”, acrescentou ao se referir a relações de políticos com Daniel Vorcaro. G1















