Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação da chamada “Abin paralela” em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), a Giancarlo Gomes Rodrigues e a Marcelo Araújo Bormevet. Na decisão de segunda-feira (20), Moraes afirmou que os fatos atribuídos ao grupo já foram analisados no processo da trama golpista e resultou em condenações.

🔎 A “Abin paralela” foi um esquema de espionagem ilegal em que a estrutura oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi utilizada para monitorar autoridades, adversários políticos, jornalistas e desafetos de Bolsonaro. A investigação concluiu com o indiciamento de 36 pessoas, incluindo o próprio ex-presidente, seu filho Carlos Bolsonaro e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

Ao justificar a medida, o ministro citou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que todos os elementos da investigação já haviam sido utilizados para embasar as acusações e as condenações de Bolsonaro e de outros integrantes do núcleo apontado como responsável pelo projeto antidemocrático.

O ministro também arquivou as investigações contra Alessandro Moretti, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, Luiz Fernando Corrêa, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente. Segundo Moraes, não foram apresentados indícios suficientes para justificar a continuidade da persecução penal em relação a esses investigados, uma vez que as acusações seriam genéricas e sem individualização concreta das condutas. Determinou ainda que a Polícia Federal revogue os respectivos indiciamentos.

Moraes também determinou o envio de parte da investigação para a primeira instância da Justiça Federal. Entre os investigados nessa situação está Carlos Bolsonaro, filho de Bolsonaro. Segundo o ministro, as apurações remanescentes envolvem fatos que não guardam relação direta com autoridades com foro privilegiado nem com as características antidemocráticas que justifique a continuação do caso no STF. G1