A denúncia de estupro coletivo feita por uma adolescente de 17 anos, em um apartamento em Copacabana, abriu espaço para que outras vítimas rompessem o silêncio. Uma delas é uma jovem que, na época do abuso que ela relata, tinha apenas 14 anos. Hoje mais velha, ela procurou a mãe para contar que também teria sido vítima do mesmo grupo de garotos investigados no caso de fevereiro. O crime, segundo o relato, teria acontecido em 2023.
“Foi um choque muito grande saber que eu passei quase três anos olhando a minha filha sem nem cogitar que algo parecido tivesse acontecido com ela. Ela me chamou, pediu para conversar e disse que há três anos tinha acontecido a mesma coisa com ela. Ela falou que também foi vítima de dois deles, pelo menos dois deles. E tinha um terceiro, que era maior, eu só ouvi isso. Eu não tive estômago”.
A investigação aponta que o grupo pode ter mantido um modo recorrente de abordagem: atrair meninas para situações isoladas, constrangê-las e cometer abusos. “Eram moleques achando que aquilo ali, que o prazer deles, era mais importante do que o trauma delas”, desabafou.
Caso em Copacabana
Uma adolescente de 17 anos foi estuprada no dia 31 de janeiro de 2024 dentro de um apartamento em Copacabana, após ser atraída ao local por um colega da escola. Trancada no quarto, ela ficou mais de uma hora submetida a agressões físicas e sexuais cometidas por quatro adultos e um menor.
Depois do ataque, conseguiu sair e voltou para casa em estado de choque, com marcas graves pelo corpo, levando a família a registrar a denúncia que resultou na prisão dos suspeitos. Quatro maiores de idade: entregaram-se e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O menor de 17 anos: foi apreendido e levado ao Degase. As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar inocência no decorrer do processo. G1

















