O advogado Jean Cerqueira, que representa a família de Vera Lúcia, vítima de feminicídio no município de Nazaré, no recôncavo baiano, utilizou as redes sociais para se pronunciar e apresentar novas informações sobre o caso, que ainda está sob investigação da Polícia Civil. Segundo ele, há indícios graves que podem ampliar a tipificação do crime.
De acordo com Jean Cerqueira, profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento inicial da vítima relataram a presença de lesões severas na região íntima, compatíveis com uma possível violência sexual. Ainda segundo o advogado, essas informações teriam sido registradas em prontuário médico, o que reforça a necessidade de aprofundamento das investigações.
Diante desses elementos, a defesa da família solicitou à Justiça a adoção de novas medidas investigativas, incluindo a quebra do sigilo telefônico do principal suspeito, identificado como Murilo, que segue preso. A expectativa é de que a análise das comunicações ajude a esclarecer os momentos que antecederam o crime e a dinâmica dos fatos.
A Polícia Civil informou que o caso continua em apuração e aguarda a conclusão dos laudos periciais oficiais, entre eles o exame cadavérico, que será fundamental para confirmar as causas da morte e eventuais agravantes, como a suspeita de violência sexual.
Vera Lúcia morreu na terça-feira (13), após passar oito dias internada em estado grave. Ela foi encontrada desacordada, com múltiplos ferimentos pelo corpo, às margens da BA-001, em Nazaré, no dia 5 de janeiro. Conforme o registro policial, a vítima apresentava traumatismo na cabeça, escoriações compatíveis com arrasto em terreno pedregoso e sinais evidentes de violência física.
Ainda segundo informações repassadas à polícia, a filha de Vera Lúcia relatou que a mãe manteve um relacionamento de aproximadamente sete meses com o suspeito, período marcado por ameaças e agressões anteriores. Esses relatos reforçam a linha de investigação que trata o caso como feminicídio, com possíveis agravantes.

















