Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

É comum ouvir dizer em Brasília que se sabe como uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) começa, mas não como ela termina. É o que acaba de acontecer com a CPI do Crime Organizado, que muitos acreditavam que passaria despercebida, mas ganhou um papel central e um potencial explosivo na crise envolvendo o Banco Master.

A comissão aprovou uma série de oitivas (depoimentos) e quebras de sigilo que atingem empresas estratégicas — entre elas está a Maridt, empresa que pertence à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ex-relator do Caso Master na Corte.

Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021. Parte foi adquirida pelo cunhado de Daniel Vorcaro, dono no Master. Investigadores que acompanham o caso de perto, com “lupa”, afirmam ao blog que o material a ser colhido pela CPI vai incomodar — e muito — autoridades.

A percepção nos bastidores, ainda de acordo com o que apurou o blog, é de que a comissão pode ser o fator que faltava para sacudir o cenário atual que envolve a apuração e quebrar qualquer tentativa de blindagem política. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), tem sido enfático sobre os próximos passos dos trabalhos: o objetivo é desvendar toda a trama que envolve o caso Master. G1