A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou nesta segunda-feira (4) a fabricação no Brasil da vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. Com a decisão, o imunizante XCHIQ (vacina Chikungunya recombinante atenuada) passa a ser produzido no país e poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
🔎 A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. A doença pode causar dor crônica nas articulações.
A vacina já havia sido aprovada pela Anvisa em abril de 2025, com produção registrada nas fábricas da Valneva. Agora, o Butantan é oficializado como local de fabricação, podendo realizar parte do processo produtivo em suas unidades, mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.
Segundo a Anvisa, trata-se do mesmo imunizante, mas formulado e envasado no Brasil. A produção local deve facilitar a disponibilização da vacina no SUS. A XCHIQ foi a primeira vacina registrada no mundo contra a doença e é indicada para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição ao vírus. O uso é contraindicado para gestantes, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.
O pedido de registro definitivo da vacina foi enviado à Anvisa em dezembro de 2023. No mesmo ano, a vacina foi aprovada pela agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA).
O vírus foi introduzido no continente americano em 2013, provocando epidemias em países da América Central e no Caribe. Os países com mais casos da doença são Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, cerca de 620 mil pessoas foram infectadas pela doença no mundo em 2025. No Brasil, o Ministério da Saúde notificou mais de 127 mil casos e 125 mortes no mesmo período. G1

















