A irmã da jovem Juliana Marins, que morreu após cair em uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, fez um desabafo emocionado durante o velório. Mariana Marins contou que a relação entre as duas era muito próxima e que ela já está com saudades. O velório encerrou por volta de 15h15, com um cortejo para o sepultamento.
“Juliana era uma força que chegou na nossa vida para trazer muita alegria e uma passagem muito rápida aqui entre nós. Ela deixou muita alegria, muito amor. Ela ensinou a gente a ir atrás dos nossos sonhos, a fazer coisas que a gente quer e muitas vezes deixa de lado por obstáculos que podem aparecer na nossa vida”, afirma. Juliana tinha apenas 26 anos, era formada em Publicidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e estava em um mochilão pela Ásia.
“Antes da Juliana nascer eu queria 20 irmãos, pelo menos 10, Juliana nasceu e veio com muito, muita força, muita alegria, ocupando um espaço muito grande. Aí eu falei para minha mãe que não queria mais ninguém, queria só a Juliana. Fico muito feliz de poder ter compartilhado esses 26 anos ao lado dela”, relata a irmã.
“Vinte e seis anos de muito amor, muito carinho, muita parceria. Juliana era minha amiga, além de ser minha irmã. Quando a gente perde um amigo é muito ruim, mas perder um amigo que é seu irmão é pior ainda. Eu queria dizer o quanto eu amo a Juliana, o quanto ela é importante e sempre vai ser pra mim”, emenda ela.
Para ela, a saudade só vai aumentar conforme passar o tempo. “Eu já tô com muita saudade da Juliana, essa saudade só vai aumentar. Ao mesmo tempo eu sou muito grata por a gente ter conseguido trazer a Juliana de volta para se despedir dela. Acho que se a gente não tivesse conseguido isso, seria um vazio muito grande no nosso coração. Sou muito grata de verdade”, afirma.
O velório foi feito no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói – cidade onde ela morava. A cerimônia só foi feita dez dias após ela ser encontrada morta. A jovem morreu após cair em uma trilha do vulcão Rinjani, na Indonésia, e o corpo só foi resgatado quatro dias depois.
Segundo a organização, a cerimônia foi dividida em dois momentos: das 10h às 12h, o público pôde prestar as últimas homenagens. Das 12h30 até as 15h, o acesso foi restrito a familiares e amigos próximos. G1

















