Espaço do São João de Santo Antônio de Jesus

A crescente elevação dos custos para a realização dos festejos juninos tem levado prefeitos baianos a defenderem a abertura de um diálogo com os órgãos de controle, com o objetivo de estabelecer recomendações e critérios que orientem a contratação de atrações artísticas durante o período do São João.

Nesta segunda-feira (26), direto do Espaço do São João, em Santo Antônio de Jesus, o jornalista Gildásio Cavalcante comentou sobre o cenário atual e classificou como “um absurdo” os valores cobrados por grandes bandas. Segundo ele, artistas que antes recebiam cerca de R$ 500 mil por apresentação passaram a cobrar até R$ 1 milhão para subir aos palcos das festas juninas.

Gildásio lembrou ainda que, para municípios que realizam grandes eventos, como Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas e Amargosa, o custo total da festa pode chegar a aproximadamente R$ 10 milhões. Para o jornalista, esse valor, em muitos casos, se torna inviável para as prefeituras, que precisam equilibrar os investimentos em cultura com outras áreas essenciais da administração pública.

Durante o comentário, ele também destacou o enfraquecimento das tradicionais festas privadas, conhecidas como “festas de camisa”, que praticamente deixaram de acontecer no período junino, refletindo o impacto financeiro do aumento dos cachês no setor de eventos.

Outro ponto ressaltado por Gildásio Cavalcante foi a situação das bandas locais, que, segundo ele, são mal remuneradas. Em muitos casos, os cachês não ultrapassam R$ 15 mil, valor considerado insuficiente diante dos custos com músicos, equipe técnica e produção. “Essas bandas também precisam contratar profissionais, investir em estrutura, e no fim acabam tendo prejuízo”, afirmou.

O jornalista ainda citou o caso de Santo Antônio de Jesus, onde alguns artistas locais preferiram não se apresentar no palco principal, em protesto contra os baixos valores pagos. Por fim, ele fez um apelo ao prefeito Genival Deolino e à secretária municipal de Cultura, Silvia Brito, para que a gestão municipal volte o olhar com mais atenção para os artistas da terra e busque um modelo mais equilibrado e justo para a valorização da cultura local.

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foto pref saj

Ag. Fred Pontes