Uma das 13 barcaças construídas ao longo de 2025 no Estaleiro Enseada do Paraguaçu, localizado no município de Maragogipe, foi lançada nas águas da Baía de Todos-os-Santos nesta última terça-feira (23). O lançamento foi realizado pelos trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicos do Recôncavo Baiano e marcou mais um passo importante na retomada da indústria naval na região.
Projetado para a construção de unidades offshore, como plataformas, navios especializados e unidades de perfuração, o Estaleiro Enseada possui capacidade para processar mais de 100 mil toneladas de aço por ano. O complexo industrial conta ainda com um cais de aproximadamente 1.000 metros de extensão, apto a receber embarcações de grande porte, consolidando-se como uma das principais estruturas do setor no país.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (STIM), as embarcações produzidas terão impacto direto na indústria naval brasileira, refletindo na geração de empregos, no fortalecimento da economia e no desenvolvimento do Recôncavo Baiano. A entrega das 13 barcaças ao longo de 2025 também reforça a presença do estaleiro no cenário nacional.
Em nota, o STIM destacou o simbolismo do momento para a categoria. “Hoje é dia de orgulho e celebração da nossa classe trabalhadora. Aconteceu o lançamento de uma das barcaças construída pelas mãos firmes, qualificadas e comprometidas dos trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicos. Finalizamos o ano de 2025 com a entrega de 13 barcaças prontas para o cliente, resultado direto da organização, da luta coletiva e da unidade da categoria”, afirmou o sindicato.
Ainda segundo a entidade, o avanço alcançado garante perspectivas positivas para o próximo ano, com novos contratos e a continuidade da retomada da indústria na região. “Esse projeto prova que, quando o trabalhador é valorizado e respeitado, os resultados aparecem. Seguimos firmes, unidos e confiantes na luta pela geração de empregos com benefícios e melhores salários”, concluiu o STIM.
O lançamento da barcaça simboliza não apenas a conclusão de mais uma etapa produtiva, mas também a consolidação do Estaleiro Enseada como vetor estratégico para o desenvolvimento econômico e social do Recôncavo Baiano.
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