Foto: Jeane de Oliveira/Pronatec/Governo Federal

Os programas sociais do governo seguem sendo importantes para compor o orçamento de milhões de famílias brasileiras, especialmente entre as de menor renda. Em 2025, o rendimento domiciliar per capita médio entre os lares que recebiam algum benefício social, como Bolsa Família, BPC-LOAS ou outros auxílios sociais, foi de apenas R$ 886.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram que ano passado, 22,7% dos domicílios brasileiros (18 milhões de lares) tinham ao menos um morador recebendo de algum programa social.

Apesar da leve queda em relação a 2024, quando o percentual era de 23,6%, o alcance dos benefícios segue acima do registrado antes da pandemia, quando atingia 17,9%.

O Bolsa Família continua sendo o principal programa de transferência de renda do país e estava presente em 17,2% dos domicílios brasileiros em 2025. Entre as famílias beneficiadas pelo programa, o rendimento domiciliar per capita médio foi de R$ 774 no ano passado, acima dos R$ 488 registrados em 2019.

Já o BPC-LOAS — benefício voltado principalmente a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda — alcançou 5,3% dos lares, o maior percentual da série histórica. Entre os domicílios que recebiam o benefício, a renda domiciliar per capita média foi de R$ 1.218 em 2025.

Segundo o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, embora representem uma parcela menor da renda média do país, os benefícios seguem essenciais para garantir uma renda mínima às famílias mais vulneráveis.

“No caso do Bolsa Família, o rendimento domiciliar per capita das famílias beneficiadas foi de R$ 774 em 2025, enquanto entre os domicílios que não recebiam o programa a média chegou a R$ 2.682. A renda dos beneficiários correspondia a menos de 30% da registrada entre os não beneficiados.” G1