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A Seleção Brasileira iniciou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 com um empate por 1×1 diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York, na partida de abertura do Grupo C.

O Brasil teve dificuldades nos minutos iniciais e viu os marroquinos saírem na frente com Saibari. Ainda no primeiro tempo, a equipe comandada por Ancelotti reagiu e chegou ao empate com Vini Jr. Apesar da melhora ao longo da partida, a Seleção seguiu abaixo do esperado e não conseguiu buscar a virada.

Com o resultado, Brasil e Marrocos somam um ponto e dividem provisoriamente a liderança do Grupo C, à espera do outro duelo da chave, entre Haiti e Escócia, que acontece ainda neste sábado, às 22h, no Gillette Stadium, em Foxborough.

A Seleção volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30, para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Mais cedo, às 19h, o Marrocos mede forças com a Escócia no Gillette Stadium, em Foxborough.

O JOGO

O embate em Nova York começou de forma surpreendente para muitos. O Marrocos dominou completamente as ações nos minutos iniciais e, com um meio-campo repleto de jogadores habilidosos e de bom passe, controlou mais de 60% da posse de bola e finalizou cinco vezes nos primeiros 10 minutos.

Depois da pressão inicial dos Leões do Atlas, a Seleção Brasileira finalmente conseguiu ficar um pouco mais com a bola e frequentar o campo de ataque. Aos 12 minutos, Raphinha ganhou uma disputa no meio-campo e acionou Vini Jr em profundidade pela esquerda. O camisa 7 foi à linha de fundo e cruzou na medida para Igor Thiago, que furou na tentativa de cabeceio.

Apesar da melhora brasileira na posse, a sensação era de que o cenário passava mais por uma estratégia marroquina do que por mérito da Seleção em encontrar o caminho do jogo. Os africanos seguiam controlando o meio-campo, pouco sofriam defensivamente e buscavam explorar outra de suas principais armas: o contra-ataque. E foi justamente assim que abriram o placar aos 20 minutos.

Ibañez errou um passe para Paquetá e a bola ficou com Mazraoui, que rapidamente encontrou Brahim Díaz. O camisa 10 marroquino enxergou a infiltração de Saibari e deu um grande passe. O atacante apareceu entre os dois zagueiros brasileiros, ganhou na velocidade e tocou por cima de Alisson para fazer 1×0.

O gol deu ainda mais confiança ao Marrocos, que voltou a adiantar suas linhas e criou algumas oportunidades para ampliar a vantagem. Do outro lado, a Seleção se mostrava perdida em campo, com as linhas muito espaçadas, a bola queimando no pé e dificuldades até para acertar passes simples.

Mas foi justamente no pior momento brasileiro que surgiu o brilho de Vini Jr. Aos 31 minutos, Bruno Guimarães avançou pela esquerda e encontrou o camisa 7. O atacante aplicou um belo corte em El Aynaoui perto da linha de fundo, trouxe para o meio e soltou uma bomba para vencer Bono e marcar um golaço, deixando tudo igual.

Na reta final da primeira etapa, a partida ficou mais equilibrada. O Brasil seguia cometendo erros de passe, mas o Marrocos já não chegava ao ataque com a mesma frequência. Os comandados de Ancelotti aproveitaram o momento para quase virar o jogo já nos acréscimos. Douglas Santos cruzou à meia altura e Paquetá acertou um belo voleio, exigindo grande defesa de Bono.

Na volta do intervalo, Ibañez e Casemiro deram lugar a Danilo e Fabinho. Embora Ancelotti possa ter sacado os dois por já estarem amarelados, as mudanças surtiram efeito imediato. A Seleção passou a ter mais controle da partida, com Fabinho dando melhor circulação à bola no meio-campo e Danilo atuando quase como um terceiro zagueiro. A alteração também deslocou Raphinha do centro para a ponta direita, posição em que se sentiu mais confortável.

Apesar de controlar quase 70% da posse de bola na etapa final, o Brasil encontrava dificuldades para superar o compacto sistema defensivo marroquino e transformar o domínio territorial em oportunidades.

O cenário começou a mudar com as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique nos lugares de Igor Thiago e Paquetá. Mais agressiva, a Seleção passou a rondar a área adversária com maior frequência, mas ainda esbarrava na falta de criatividade para criar chances claras.

Mas justamente quando vivia seu melhor momento na partida, o Brasil viu a pausa para hidratação esfriar sua crescente. Após a parada, o Marrocos voltou mais organizado, recuperou parte do controle da posse de bola e voltou a frequentar o campo de ataque com mais frequência.

Por outro lado, os espaços deixados pelos marroquinos permitiram ao Brasil encaixar sua melhor jogada da segunda etapa aos 32 minutos. Matheus Cunha encontrou um grande lançamento para Vini Jr, que chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro para Raphinha finalizar de primeira. Bono, atento, fez boa defesa e evitou a virada.

Na reta final, a Seleção voltou a perder rendimento. Com muitos jogadores de características ofensivas em campo, a equipe abriu mão de parte do controle do meio-campo e viu o Marrocos retomar o domínio da posse, administrando o ritmo da partida sem sofrer grandes sustos.

Nos longos 10 minutos de acréscimos, o Brasil ensaiou uma pressão em busca da vitória, mas produziu pouco além de uma sequência de escanteios sem maior perigo. Enquanto a Seleção rondava a área adversária, foi o Marrocos quem teve a melhor chance do fim do jogo. El Aynaoui soltou uma bomba de fora da área e obrigou Alisson a fazer grande defesa. No rebote, Amaimouni teve nova oportunidade, mas parou novamente no goleiro brasileiro, que salvou o empate em Nova York. Correio da Bahia