A delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo nesta sexta-feira (16) durante operação do Ministério Público, por suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), estava cumprindo estágio probatório na Academia de Polícia.
Em São Paulo, o delegado recém-empossado deve cumprir estágio probatório, com duração de três anos. Nesse intervalo, passa por avaliações semestrais de desempenho e precisa cumprir certos requisitos. Caso não atenda a esses critérios, pode ser exonerado. Por isso, a estabilidade só é adquirida após a conclusão satisfatória de todo o estágio.
Em coletiva, o secretário da Segurança Pública, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, disse que Layla participou de uma audiência de custódia como advogada no município de Marabá, no Pará, apesar de já ter assumido o cargo de delegada.
“Nossa aluna que passou aí no concurso de delegada, e não tinha nenhum apontamento contra ela […] cortamos da própria carne, mas é o exemplo que estamos dando”, declarou o secretário.
O promotor Carlos Gaya ainda afirmou, na coletiva, que não há indícios que o PCC tenha financiado a carreira de Layla. “A hipótese que a gente trabalha nesse momento é que ela tenha sido cooptada no curso do contato dela com lideranças do PCC dentro dos presídios no Pará.”
O Ministério Público também não encontrou indicadores de fraude no concurso para delegada de polícia. Somente após a posse do cargo, a relação dela com a facção criminosa foi descoberta. G1

















