Uma pesquisa divulgada nesta última quinta-feira (12) pela Genial Investimentos em parceria com o instituto Quaest Pesquisa e Consultoria revela que 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF). Já 43% dizem confiar na Corte, enquanto 8% não souberam ou preferiram não responder. O levantamento mostra uma queda significativa na confiança em relação à pesquisa anterior, realizada em agosto de 2025.
Na ocasião, 50% dos entrevistados afirmavam confiar no STF, índice que agora caiu sete pontos porcentuais, enquanto a desconfiança subiu de 47% para 49%. Além da avaliação sobre a confiança na Suprema Corte, o levantamento investigou percepções sobre o papel institucional do tribunal, a relação com o governo federal e também o impacto político do escândalo envolvendo o Banco Master.
Maioria dos brasileiros acredita que STF tem poder excessivo
A pesquisa mostra que 72% dos entrevistados concordam com a afirmação de que o STF possui poder excessivo dentro do sistema político brasileiro. Por outro lado, 18% discordam dessa avaliação, enquanto 2% disseram não concordar nem discordar e 8% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também indica que 66% dos eleitores consideram importante votar em um candidato ao Senado comprometido em deliberar sobre o impeachment de ministros do STF. Em sentido contrário, 22% afirmam discordar dessa ideia. Outros 2% disseram não concordar nem discordar da proposta, enquanto 10% declararam não saber ou preferiram não opinar.
Metodologia
A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 6 e 9 de março, com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país. O estudo possui margem de erro de até 3,5 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.
Parte dos entrevistados vê STF como aliado do governo
Outro ponto abordado na pesquisa foi a percepção política sobre o tribunal. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados concordam com a afirmação de que o STF é um poder aliado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, 26% discordam dessa avaliação, enquanto 3% afirmam não concordar nem discordar e 12% não souberam ou não quiseram responder.
Apesar dessa percepção, 51% dos entrevistados avaliam que o STF foi fundamental para a manutenção da democracia no Brasil. Em contraste, 38% discordam dessa afirmação, enquanto 2% dizem não concordar nem discordar e 9% não souberam ou não responderam.
Confiança no STF varia conforme posicionamento político
A pesquisa também analisou como diferentes grupos políticos percebem o STF. Entre os eleitores identificados como lulistas, 71% afirmam confiar na Corte, enquanto 21% dizem não confiar. Outros 8% não souberam ou não responderam.
No grupo de eleitores de esquerda que não se identificam como lulistas, a confiança é ainda maior: 77% dizem confiar no STF, contra 18% que afirmam não confiar. Entre os eleitores independentes, o cenário se inverte. Nesse grupo, 51% dizem não confiar no Supremo, enquanto 36% afirmam confiar na instituição.
A rejeição ao Superior Tribunal Federal cresce ainda mais entre eleitores à direita do espectro político. Entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, 77% dizem não confiar no STF, enquanto 20% afirmam confiar. Já entre os eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a desconfiança chega a 84%, enquanto apenas 13% afirmam confiar na Corte.

















