A União Progressista, federação formada entre União Brasil e PP, caminha para ser formalizada em meio a um processo de desidratação. Os partidos já entregaram o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e para que a federação esteja em vigor na eleição, em 4 de outubro, a solicitação precisa ser aceita até seis meses antes da data.
O acordo, porém, acontece em meio a disputas internas em diversos estados, e parlamentares insatisfeitos já anunciam uma debandada. Conforme levantamento feito pelo jornal O Globo, as rixas começam na definição do apoio à Presidência e se espalham para questões locais.
DISPUTA AO PLANALTO
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), é pré-candidato ao Planalto, mas seu nome enfrenta resistência no PP. Aliados de Caiado afirmam que ele cobra garantias formais de que sua pré-candidatura será considerada dentro da federação e defende que a decisão seja submetida a uma convenção nacional.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era um nome que unia o apoio da cúpula dos dois partidos, mas diante da decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato, a possibilidade de Tarcísio entrar na disputa perdeu força. As legendas ainda calculam como vão se posicionar nacionalmente.
Além disso, há chances de desfiliações em estados como Bahia, Pernambuco, Paraná, Alagoas e Paraíba. Também há impasses no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Amazonas.
REFORÇO
A federação União Progressista reunirá 108 deputados, a maior configuração da Câmara, e 12 senadores, o que a deixará atrás apenas do PL e do PSD. Juntos, os partidos terão ainda um fundo partidário de R$ 954 milhões, além de seis governadores e 1.343 prefeitos, maior número entre as legendas. BNews

















