A missa de sétimo dia em memória do médico e deputado estadual Alan Sanches, realizada nesta sexta-feira (23), na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, foi marcada por forte comoção e pela presença de diversas lideranças políticas da Bahia. Entre os presentes estava o empresário Ditinho Lemos, que mantinha uma dobradinha política com Alan para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Em entrevista concedida à equipe do Portal Infosaj/TV Recôncavo, Ditinho Lemos falou sobre a dor da perda e destacou a importância do deputado para o cenário político baiano. Segundo ele, o momento é de tristeza, mas também de reflexão sobre a finitude da vida.
“É um momento muito difícil. A gente entende que o destino de todos é esse. A única certeza que temos é a morte. O que vai ficar agora é a saudade. A Bahia perdeu um grande deputado, um homem atuante, que tinha compromisso com o povo”, declarou.
Ditinho ressaltou ainda que a ausência de Alan Sanches representa não apenas uma perda pessoal, mas também um vazio político, especialmente para o grupo que vinha se articulando para as próximas eleições. A parceria entre os dois vinha sendo construída com foco no fortalecimento do projeto político na Bahia, especialmente no interior do estado.
Questionado sobre como fica seu futuro político diante da morte do aliado — se permanece na disputa por uma vaga na ALBA ou se pretende concorrer a deputado federal — Ditinho revelou que seu desejo pessoal sempre foi disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. No entanto, afirmou que havia decidido permanecer na disputa estadual por consideração e lealdade a Alan.
“Meu sonho sempre foi a Câmara Federal. Isso eu já tinha conversado com Alan em vida. Mas eu ficaria na estadual por consideração a ele, pela nossa amizade e pelo projeto que a gente vinha construindo juntos”, afirmou.
Apesar disso, Ditinho disse que ainda é cedo para qualquer definição e que a decisão não será tomada de forma isolada. Segundo ele, será necessário dialogar com sua base política, com a família de Alan Sanches, com amigos próximos e, principalmente, com ACM Neto, a quem classificou como o principal líder do seu grupo político.
“Não é uma decisão minha apenas. Eu preciso conversar com a base, com ACM Neto, que é o grande líder do nosso grupo, alinhar também com a família de Alan e com os amigos. Essa é uma decisão em grupo. Eu também não decido nada sozinho”, pontuou.
A fala de Ditinho Lemos evidencia que a morte de Alan Sanches provoca impactos diretos no tabuleiro político da Bahia, especialmente nas articulações eleitorais para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal. O cenário, antes definido pela dobradinha entre os dois, agora entra em fase de reavaliação, abrindo espaço para novas estratégias e rearranjos dentro do grupo liderado por ACM Neto.
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