Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou pela primeira vez na sexta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A medida, anunciada pelo governo norte-americano na quinta-feira (28), preocupou e revoltou o governo brasileiro, especialmente em relação aos possíveis reflexos sobre o sistema financeiro brasileiro e setores da economia nacional.

Em entrevista à GloboNews, Durigan afirmou que o governo está atento aos possíveis efeitos da decisão e destacou a preocupação com a população brasileira. “Nós estamos aqui preocupados em proteger a população, seja das organizações criminosas, seja desse ataque eleitoral, travestido de ato de designação, que não cabe e vai prejudicar a economia brasileira, prejudicar as famílias brasileiras”, declarou o ministro ao comentar o tema.

Segundo o chefe da pasta econômica, o governo federal deverá abrir novas frentes de diálogo com os Estados Unidos para reduzir possíveis impactos, estratégia semelhante à adotada anteriormente durante o tarifaço. Durante a entrevista, o ministro também comentou sobre possíveis efeitos no Pix, após especulações envolvendo o sistema de pagamentos brasileiro.

Durigan afirmou que o mecanismo pode incomodar interesses estrangeiros, mas é fragilizado principalmente por alguns políticos brasileiros, mas minimizou riscos diretos à população. “Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros […] Quem coloca o PIX em dúvida, quem fragiliza, quem põe o PIX em perigo, é esse tipo de questionamento que tem sido amplamente fomentada pela família Bolsonaro… não haverá prejuízo ao uso do PIX pela população brasileira“, afirmou.
A TV Subaé teve acesso a imagens dos rituais. Em um dos vídeos, um homem aparece sendo queimado no peito com a brasa de um charuto. Outras imagens mostram duas mulheres vendadas sendo recolhidas nos quartos do terreiro.

O caso é acompanhado pela Federação de Umbanda e Cultos Afro da Região de Serrinha (Fucabase). A entidade ressalta que práticas como queimaduras com ferro quente não fazem parte das religiões de matriz africana.

“Essa prática era exercida na época da escravidão, onde as pessoas eram ferroadas, submetidas a vários tipos de maus-tratos, mas nunca foi ligada à religião”, afirmou Michel Barreto, presidente da Fucabase. Barreto também afirmou que a federação deve pedir o afastamento do religioso.

O secretário da Fucabase, Anailton Pereira, também repudiou as supostas agressões. “A essência da nossa religião é cuidar e amar. Toda casa de umbanda e candomblé é um hospital espiritual, é para cuidar e zelar, tanto fisicamente quanto espiritualmente, de todos que chegarem procurando ajuda ou orientação”. Bahia.Ba